Como obter mais de um ex

A importância da castração dos animais

2020.09.29 15:46 Vedovati_Pisos A importância da castração dos animais

Fazer a castração do nosso bichinho de estimação, muitas vezes, é uma ação necessária para obter múltiplos benefícios, tais como melhoras no comportamento, prevenção de doenças e melhor qualidade de vida.
Neste artigo compartilharemos algumas vantagens desta simples cirurgia que, sem dúvidas, é uma boa decisão para seu pequeno amigo.
O que é a Castração?
A castração consiste em uma cirurgia feita em cães e gatos, fêmeas e machos, para impedir que se reproduzam sem controle. Para cada bebê que nasce, 15 cães e 45 gatos também podem nascer. Em seis anos, uma cadela e seus descendentes podem gerar 64 mil filhotes!! No caso das gatas esse número é ainda maior. Isso explica o grave problema da superpopulação desses animais, com a morte de milhares deles. Isso pode ser evitado por meio da informação.
Como funciona?
Consiste na retirada do útero, trompas e ovários, no caso das fêmeas. Nos machos, na retirada dos testículos.
A cirurgia, feita com anestesia geral, é simples mas deve ser executada apenas por veterinários devidamente habilitados. Em torno de uma semana o animal estará totalmente recuperado.
A castração pode ser feita a partir dos 2 meses de idade. Para as fêmeas é recomendado castrar antes do primeiro cio.
Vantagens da Castração:
1) Diminui drasticamente o risco de doenças nas vias uterinas, do câncer de mama, útero, próstata e testículos;
2) Elimina a Gravidez Psicológica, comum em algumas fêmeas após o término do cio, o que ocasiona aumento das mamas (muitas vezes com edema), a produção de leite e irritabilidade excessiva;
3) Elimina o risco do câncer dos órgão genitais;
4) Diminui o risco das fugas e brigas, que podem acarretar acidentes graves e até fatais;
5) Acaba com os latidos, uivos e miados excessivos que ocorrem por ocasião do cio;
6) Elimina os estados de excitação por falta de cruzamento (e o embaraço com as visitas!);
7) Elimina a inconveniente perda de sangue das cadelas no período de cio, assim como as desagradáveis reuniões de machos na porta de sua residência;
8) Diminuiu o hábito dos gatos de urinar em paredes e móveis para marcar território. A urina também perde o odor forte e desagradável.
Mitos sobre a Castração:
– “Castração engorda?”
O animal não engorda devido à castração e sim pela diminuição de suas atividades físicas, necessitando, portanto, mais exercícios.A quantidade de alimento também poderá ser diminuida.
– “Eu não posso pagar!”
O custo da operação será amplamente compensado por futuros gastos com alimentação, vacinas, etc. do animal gestante e das crias. Ou de eventuais complicações no parto ou ainda despesas com cirurgias e medicamentos decorrentes de doenças em animais não castrados (ex. Piometra). Hoje, várias clínicas realizam castrações a preços reduzidos ou facilitam o pagamento. Consulte os Veterinários Solidários.
– “Eu sempre arrumo pra quem dar os filhotes”
Nem sempre isso é verdadeiro, sendo mais comum a atitude de querer se livrar de um problema. É sempre bom lembrar que uma fêmea pode gerar dezenas de filhotes que, por sua vez, crescerão e terão outras crias, multiplicando o problema. Para que deixar novos filhotes nascerem se não há lares suficientes para os que já existem?
– “Ele não tomará mais conta da casa.”
Os animais castrados não perdem o instinto de proteger seu território. Por outro lado, perde o indesejável costume de urinar em diversos cantos. Cabe ainda lembrar que animais castrados ficarão mais caseiros, deixando de se envolver em brigas na disputa de fêmeas.
– “Mas ela precisa ter pelo menos uma cria…”
Ter uma cria não acrescenta saúde ao animal e sim mais animais ao problema. Pesquisas mostram que, quanto mais cedo for realizada a castração, menores as chances da fêmea desenvolver câncer de mama. A castração também prevenirá o surgimento de Piometra, doença freqüente em fêmeas adultas.
– “Meu animal vai sofrer?”
A cirurgia, feita sob anestesia geral, é indolor. Dentro de um ou dois dias, o animal estará brincando e retomará suas atividades normais.
– “Eu estarei interferindo na natureza do meu animal?”
Seu animal não tem escolha, segue apenas o instinto. É dever do proprietário intervir e prevenir nascimentos indesejados. O animal será beneficiado e não subtraído de algo.
Ajude a combater a superpopulação o abandono: castre seu cão ou gato, machos e fêmeas!

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2020.09.28 15:04 Vedovati_Pisos Por que fazer anúncio digital para a academia?

A tomada de decisão para fazer um anúncio digital para a academia, gera dúvidas e opiniões diversas. A primeira pergunta que o gestor ou responsável por marketing deve fazer, não é como anunciar, mas por que anunciar.
Por que você acha que fazer um anúncio digital poderá ser bom para o seu negócio? Para responder a essa pergunta você deve ter bem claro qual é o seu objetivo ao anunciar. É para atrair novos clientes? É para divulgar sua marca? É para apresentar um novo serviço? É para divulgar uma promoção para os clientes? É para atrair gente para o site ou para as redes sociais? É por algum outro motivo que não me ocorreu aqui? Por enquanto guarde sua resposta, pois vou explicar um pouco sobre as formas de fazer anúncio digital.
Formas de anúncio digital
Vou me ater a duas formas de fazer os anúncios: no Google e nas redes sociais (Facebook e Instagram). Embora existam outras formas de anunciar na internet a maior parte das dúvidas está relacionada a esses dois formatos. Em outra oportunidade, havendo interesse, posso abordar outras maneiras de anunciar.
A principal diferença entre anunciar no Google e nessas redes sociais é óbvia, mas muitos não percebem. Anúncios no Google serão vistos por quem está fora das redes sociais e anúncios nas redes sociais, por quem participa delas. Com a resposta da primeira pergunta que fiz e essa informação é possível que já saiba, ao menos, onde deve ser feito o seu anúncio digital, mas vamos em frente e veremos as características de cada um deles.
Anúncios no Google
Há quem acredite que não valha a pena anunciar no Google, as duas principais justificativas são o preço (mais caro do que nas redes sociais) e a experiência prévia negativa. A pessoa não obteve o resultado desejado com o anúncio. E já explico o motivo:
Anunciar no Google não é fácil. E não estou falando da interface, essa é quase intuitiva, mas da lógica por trás do anúncio. Por isso é comum pagar caro e não ter o resultado desejado.
Anuncie no Google se quiser atrair pessoas para seu site ou diretamente para academia. Esse deve ser o objetivo, mas lembre-se que é possível obter bons resultados, apenas usando técnicas de SEO.
Vamos considerar que o site da academia está otimizado para os buscadores, mas você precisa de resultados imediatos. Neste caso fazer anúncios poderá ajudar, mas não qualquer anúncio. Ter a resposta para aquela pergunta inicial também ajudará a definir se irá anunciar nas buscas, na rede de display (sites que exibem anúncios do Google) ou em ambos.
Nas buscas: Quando seu objetivo for ser encontrado por alguém que procura uma academia em determinado bairro ou cidade, por exemplo.
Na rede de display: Quando seu objetivo for que sua academia seja mostrada para um público específico, por exemplo.
Dica ninja 1: Nas buscas é possível colocar o telefone, com opção de fazer a ligação, quando o acesso é feito por celular. Na rede de display é possível escolher um site específico para que o anúncio apareça.
A base da segmentação são as palavras-chave, há várias formas de classificá-las e os valores irão variar conforme a demanda por elas. Por isso é importante monitorar diariamente o desempenho das palavras chave escolhidas para otimizar seu anúncio e tirar melhor proveito do seu orçamento.
Dica ninja 2: Quando for organizar seus anúncios, separe seus grupos de anúncio por tema, agrupando palavras-chave relacionadas. Isso facilita na hora de saber o que está funcionando e o que não está.
Anúncios no Facebook/Instagram
Para quem não sabe o Facebook comprou o Instagram e o anúncio para ambos é feito no mesmo lugar, no gerenciador de anúncios do Facebook. Ao contrário do que acontece com o Google, o senso comum, diz que nas redes sociais os resultados são excelentes. Cuidado! Excelentes como?
O que leva a essa crença é o aumento exponencial na quantidade de fãs, que costuma acontecer quando se faz anúncios nas redes sociais. Para uma grande rede de academias que possui muitas unidades, pode ser interessante. Para quem tem uma ou duas unidades, não serve para nada. Ou você acha que vai converter em vendas alguém que mora do outro lado da cidade, em outra cidade ou pior, em outro estado?
Nem por isso os anúncios nas redes sociais são uma opção ruim, pelo contrário é possível conseguir excelentes resultados e converter em vendas. Você precisa apenas ajustar seu objetivo ao tipo de anúncio que vai fazer, e são muitas as opções, mais de dez.
Uma boa opção se sua página é um “local” é fazer um anúncio de reconhecimento para alcançar pessoas próximas da sua academia. Outra forma interessante é para fazer a captura de leads, mas é preciso ter uma estratégia por trás disso.
Dica ninja 3: É possível subir os e-mails de alunos, ex-alunos e visitantes e segmentar anúncios para eles.
Fazer ou não fazer anúncio digital? Eis a questão.
Voltamos então ao início do texto. Por que você acha que anunciar na internet poderá ser bom para sua academia? Percebeu que fazer um anúncio digital, será bom ou ruim conforme o objetivo que espera alcançar? Portanto não entre na onda do senso comum de que anunciar assim é melhor (ou pior) do que assado.
Todas as formas de fazer anúncio digital funcionam. Você só precisa saber o que está fazendo. Caso contrário é desperdício de dinheiro na certa.
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2020.09.11 16:17 ssantorini Basicão de investimentos para dummies

O que é o mercado? Mercado são todos os agentes que participam da produção e troca de bens ou serviços. São as pessoas físicas (trabalhadores, consumidores, rentistas, empresários) ou jurídicas (empresas de produção, de comércio, de serviços ou financeiras).
O que é o mercado financeiro? É a parte do mercado restrita à circulação de dinheiro. É o "comércio de dinheiro" (empréstimos e investimentos).
O que é investimento? É quando um portador de dinheiro coloca seu dinheiro em alguma atividade, esperando tê-lo de volta em maior quantidade.
O que são investimentos financeiros? São investimentos nos quais o portador do dinheiro não participa diretamente da atividade econômica feita com o mesmo, limitando-se a colocá-lo na guarda de outros (emprestando ou investindo).
Qual a diferença entre empréstimo e investimento direto? No empréstimo, o tomador é obrigado a devolver a quantia em data futura, acrescida dos juros combinados, independente de qualquer coisa. No investimento direto, o credor assume solidariamente com o tomador os riscos da atividade na qual o dinheiro foi empregado, podendo ter lucros ou prejuízos.
TIPOS DE INVESTIMENTOS
Ações: são "pedaços" de uma empresa. Quem compra uma ação se torna proprietário de uma parte da empresa.
Ação ordinária: ação que garante ao portador participação e voto no conselho administrativo da empresa, mas caso a empresa seja liquidada, ele receberá sua parte por último, do que sobrar (se sobrar);
Ação preferencial: ação que não dá ao portador participação e voto no conselho administrativo da empresa, mas lhe dá prioridade na hora de receber sua parte, caso a empresa seja liquidada
Pra que serve investir em ações? Pra obter dividendos (parte do lucro da empresa), caso a ação seja de grande monta, ou para especular (vendê-la por um preço maior depois), Embora quem especule com ações compra "opções", não as ações em si. Opções são derivativos atrelados à cotação de ações (vide a definição de "derivativos" adiante).
Debêntures: investir em debêntures é o mesmo que "emprestar dinheiro a uma empresa". Debênture não é ação, a empresa é obrigada a pagá-lo na data acertada independente de qualquer coisa;
CDB (certificado de depósito bancário): investir em CDB é o mesmo que "emprestar dinheiro a um banco". Bancos maiores costumam pagar juros menores, bancos menores costumam pagar juros maiores.
LTN (letras do tesouro nacional): investir em LTN é o mesmo que "emprestar dinheiro ao governo".
LCI (letras de crédito imobiliário): investir em LCI é o mesmo que "emprestar dinheiro a compradores de imóveis". É intermediado por algum banco.
LCA (letras de crédito agrário): investir em LCA é o mesmo que "emprestar dinheiro a agropecuaristas". É intermediado por um banco também.
LCI, LCA e LTN são livres de impostos e possuem um seguro chamado FGC (fundo garantidor de crédito), que garante restituir 250 mil reais por CPF caso a instituição intermediadora entre em falência e não consiga pagá-las ao investidor.
CDB paga imposto regressivo (quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menos imposto paga).
Fundos de Investimento: são contratos nos quais o investidor deixa seu dinheiro em mãos de corretores profissionais, que o movimentam e investem como acharem melhor, com o objetivo de fazê-lo aumentar. Existem muitos tipos de fundos de investimento, desde os mais seguros (os corretores só investem em coisas de baixo risco, porém baixo retorno, como CDB e letras) até os mais arriscados (os corretores investem em coisas de alto risco, porém alto retorno, como ações e derivativos*), passando pelos de risco moderado (Multimercados**). Esses fundos cobram uma comissão para os corretores, uma taxa de administração e impostos. Por exigirem trabalho contínuo dos corretores (que colocam e retiram o dinheiro a depender das conjunturas do mercado), cobram essas taxas.
*Derivativos: são contratos atrelados a algum índice qualquer, como dólar, ouro, inflação, selic. É como se fosse um jogo: um cara que quer dinheiro lhe oferece pagar a quantia que o dólaouro/IPCA/selic variar, aí você aceita, podendo se dar bem ou mal.
*Multimercados**: são fundos de investimento que mexem com vários tipos de aplicação ao mesmo tempo (ações, CDB, derivativos, etc) com o intuito de equilibrar os riscos e retornos.
SELIC: de forma simples seria a taxa de juros que o banco central cobra aos demais bancos pelo dinheiro que estes últimos pegam emprestado. É a menor taxa de juros praticada em todo o mercado. Todas as demais são derivadas dela. Complicando um pouco mais, SELIC é uma meta que o BC determina para os juros interbancários (cobrados pelos bancos entre si). O BC manipula a oferta de títulos públicos (que os bancos usam como garantia de empréstimos entre si) e o depósito compulsório (fração do dinheiro depositado nos bancos que eles devem obrigatoriamente depositar no BC) para a essa meta seja atingida.
CDI (certificado de depósito interbancário): é a taxa que os bancos cobram uns aos outros quando fazem empréstimos entre si. Ela é a SELIC mais alguma coisa que no momento não lembro, mas são bem próximas em valores.
Por que a CDI é importante? A maioria dos retornos prometidos pelos bancos e financeiras são expressos em "% da CDI". O Banco Bradesco oferece LCA com 80% da CDI, já a XP Investimentos oferece LCA com até 115% do CDI de retorno.
USANDO O QUE VOCÊ APRENDEU
Aumento da SELIC é bom ou ruim? É bom para um governo endividado porque atrai mais investidor querendo emprestar dinheiro a ele. É bom pra combater a inflação, porque torna os financiamentos mais caros e portanto reduz a demanda global por bens e serviços, fazendo os preços caírem. É ruim para o PIB e o emprego, pois torna os financiamentos e empréstimos mais caros, aí as empresas terão menos capital de giro, empregarão menos, venderão menos também porque os juros estão altos, o PIB cai e o desemprego sobe.
Aumento do dólar é bom ou ruim? É bom para os exportadores, pois deixa seus produtos mais competitivos (baratos) no mercado externo, aí conseguem aumentar suas vendas, empregando mais pessoas. É ruim para empresas que dependem de insumos importados (máquinas, petróleo), pois encarece a produção. É ruim também para a inflação, pois deixa os importados mais caros.
Quando se deve investir em moeda estrangeira ou ouro? Quando se perde a confiança na moeda nacional. Isso ocorre quando o governante é inflacionista, emissor ou possivelmente caloteiro (Ex: Ciro Gomes) ou quando as exportações despencam (menos dólar entrando) ou as importações aumentam demais (mais dólar saindo).
Quando se deve investir em ações? Quando se espera que as empresas cresçam e aumentem seus lucros (mais dividendos para o investidor, mais retorno na hora de revendê-las). Isso só é possível se a economia e o emprego crescerem, o que é mais provável de ocorrer em governos que sigam melhor a ciência econômica mainstream (Ex: Meirelles, Amoedo, Alckmin, Paulo Guedes). Obviamente isso depende da empresa. Você deve correr de ações de estatais e investir em ações de empreiteiras se um governo cleptocrata assumir (Ex: PT). Você deve investir em ações de bancos privados se o governo for inflacionista (bancos lucram mais com inflação, porque tornam a especulação mais fácil, além disso a inflação força o governo a aumentar os juros pra atrair mais empréstimos, e isso é bom para os bancos). Você deve investir em ações de empresas produtivas se o governo for um seguidor da ortodoxia econômica e a economia de países compradores estiver aquecida....e por aí vai.
Quando se deve investir em LTN? Você deve procurar o país que seja o mais confiável possível (risco baixo de calote) e ofereça os maiores juros possíveis. Países emergentes são os mais arriscados, principalmente os governados por esquerdistas populistas (gostam de pedir empréstimo e depois se recusarem a pagar), países com contas públicas ruins (déficits altos) ou países que JÁ deram calote no passado (já perderam a moral, não custa nada fazer de novo). A Argentina é tão queimada que oferece LTN com juros de 45% e ainda tem dificuldade em se financiar, recorrendo ao FMI. Os EUA são tão confiáveis que quando Trump aumentou os juros para 2%, ocorreu uma fuga de capitais dos países emergentes para lá.
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2020.09.10 13:44 marcelomrdemelo As eleições estão a chegar é preciso debater sobre elas e o que nelas está em jogo!

Caros conbenfiquistas,
Estive a fazer várias pesquisas, e considero que a informação que nos chega sobre as eleições do próximo mês de Outubro é estranhamente escassa ou enviesada:
  1. Data das eleições: No mais recente esclarecimento da MAG, ainda é feita alusão "a eleições para os órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica, a realizar no próximo mês de outubro, " e " a votação no próximo mês de outubro " , sem precisar quando é que são as eleições exatamente. Podemos estar a menos de um mês do sufrágio e nada se sabe ainda sobre o dia e hora do ato eleitoral. A discussão orbita em torno do voto ser eletrónico e/ou em papel, que é uma preocupação que não deveria sequer existir numa instituição que se diz idónea e que tem formas internas de o fiscalizar.
  2. Campanha de Luís Filipe Vieira:
    1. Ausência de aparecimento: Ainda não percebi se a recente proeminência do Rui Costa na gestão das contratações tem a ver com uma nova forma de estar no clube ou com um deliberado desaparecimento da figura de LFV da ribalta, de modo a não ser questionado pelos jornalistas sobre as eleições, sobre a sua própria candidatura, ou sobre os inúmeros focos de incêndio reputacional pessoais.
    2. Ideias para o novo mandato: Sabe-se pouquíssimo, parece que o que importa por agora é mostrar no defeso o que vai ser o novo benfica: JJ, Rui Costa, vendas elevadas... e compras elevadas (esta é a grande novidade). As únicas declarações que lhe conheço sobre o porquê do novo benfica é: A dimensão económica do mercado português ainda não permite que a Benfica SAD consiga desenvolver o seu modelo de negócio, nomeadamente quando temos de competir economicamente com os maiores clubes das principais Ligas europeias. Entenda-se com esta frase que o presidente assume que falhou o objetivo de reter os jovens e competir na Europa com a prata da casa (objetivo que tinha traçado para esta presidência). Porém, LFV conclui que "tudo faremos para continuar a trabalhar e a obter resultados em linha com o caminho que percorremos", o que sugere que a linha que quer seguir é de...continuidade. Conclusão: se por um lado o novo benfica será a correção do benfica que tivemos no pós-JJ, o presidente quer continuar o caminho trilhado (económico? desportivo?) ficando em aberto perceber como irá compatibilizar ambos os discursos.
    3. Apoiantes: Este é outro mistério. Sabe-se que várias casas do Benfica estão com ele, mas quem são as figuras proeminentes que apoiam mais uma presidência: tirando obviamente todos aqueles que figuram na sua lista, ouviu-se falar de Manuel Vilarinho e de Óscar Cardozo.
    4. Rui Pinto: a recente notícia que Vieira terá estado envolvido com a Doyen e em esquemas de corrupção no Brasil (Odebrecht), vem somar-se ao nevoeiro em torno da figura do presidente, e constitui a reiteração de denúncias dirigida ao atual presidente, libertadas sempre espaçadamente ao longo dos últimos anos. Duas perguntas com sentido contrário: porque motivo sai apenas em Setembro esta notícia? E Porque motivo Vieira não comenta ou refuta estas alegações, mesmo estando a semanas de um sufrágio?
    5. Auditoria Novo Banco: No final de 2018, a dívida de empresa de LFV ao Novo Banco ascendia a 760 milhões de euros, sendo que LFV provocou perdas de 225 milhões ao Novo Banco. Duas perguntas: (i) é possível conciliar uma vertente pessoal plena de dívidas e incumprimentos com um discurso e estratégia de recuperação de contas na direção do clube? (ii) Que reputação resta ao atual presidente senão a que advém do cargo que ocupa: está o Benfica a lucrar (em termos de gestão) quando ao volante segue uma pessoa altamente incumpridora dos compromissos financeiros nos seus projetos pessoais?
  3. Campanha de João Noronha Lopes:
    1. Ideias para o novo mandato: um tanto vagas. De concreto sabemos que apoia JJ e que quer "ambição", "credibilidade", "transparência", e "glória". Parece que o valor maior deste candidato é: (i) não ter o lastro de incidentes com a justiça e com a banca que LFV tem; (ii) ter experiêcia de gestão ao mais alto nível empresarial; (iii) ter experiência prévia na gestão do clube. De resto, não se sabe o como chegará aonde quer chegar, o que é curto para um candidato que é tão convicto de que a critica o que LFV tem feito de mal.
    2. Apoiantes: Penso que mora aqui o grande ponto a favor deste candidato: reúne inúmeros apoiantes de renome, de ex-treinadores/atletas (António Simões, Ângelo Martins, Toni, Isaías, etc), a ex-dirigentes (José Ribeiro e Castro, Manuel Tinoco de Faria,João Carvalho. João Malheiro ), e a figuras do espaço público (António Pedro Vasconcelos, António Zambujo, Ricardo Araújo Pereira, Pedro Ribeiro, Pedro Adão e Silva, Pedro Norton, etc).
  4. Campanha de Rui Gomes da Silva:
    1. Ideias para o novo mandato: a principal e talvez única é "devolver o clube aos seus verdadeiros donos". Esta candidatura resultado de uma campanha de anos que nada mais é do que a vingança de RGS fruto da dissidência para com a liderança/lista de LVF. Tem a seu favor anos de presença pública, sendo por isso uma figura conhecida. Porém, isso não lhe confere mais reputação só por isso, podendo constituir igualmente uma desvantagem. O seu discurso terá sempre como ponto fraco a inultrapassável coabitação com LFV e sua gestão.
    2. Apoiantes: Não consegui apurar quem o apoia.
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2020.08.26 15:02 HanSolo100 A teia do Benfica

A TEIA DO BENFICA
Sobre a rede de interesses e de influências que gravita em torno do nosso Clube e estrangula o desenvolvimento do Sport Lisboa e Benfica
“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.” — Arnold Toynbee
A citação acima relembra que todos, enquanto Benfiquistas, temos as nossas responsabilidades e não devemos deixá-las para outros sob qualquer pretexto. Esta lembrança torna-se ainda mais importante quando em causa está o nosso maior amor, O Benfica!
As relações de Poder estão por toda a parte, inclusivamente na esfera da nossa vida privada. Neste caso em particular, a esfera do Sport Lisboa e Benfica. Esfera essa que tem vindo a ser corrompida, sobretudo de 94 em diante, até aos dias de hoje em que enfrentamos consequências de vária ordem que colocam em causa todo o potencial deste gigante clube.
PREÂMBULO
No sentido de verificar e validar o que doravante apresentaremos, contactámos um historiador, Benfiquista insuspeito, salvo-conduto da nossa história e dos nossos valores que, confrontado com os dados inicialmente lançados para cima da mesa, nos disse, ipsis verbis, o seguinte:
ü - “tudo começou com a primeira máfia do futebol português, pois eles funcionam como a máfia, adiantavam dinheiro para manter os clubes presos, e essas pessoas, de que falamos, foram agentes ao serviço dessa máfia do norte, dos direitos televisivos (…) foi aí que tudo começou”, disse, referindo-se à Controlinveste, grupo empresarial dos irmãos Oliveira (António e Joaquim), proprietários da Olivedesportos.
Quer isto dizer que, nas últimas décadas de vida do nosso Clube, o revisionismo histórico tem sido um instrumento useiro e vezeiro e que a narrativa que nos tem sido vendida, afinal, é um logro que nos impede de ter uma percepção da realidade que nos permita defender o Clube e traçar-lhe o destino que é seu e que Lhe tem sido negado.
Esta investigação teve como mote o almoço anual onde participam algumas figuras que iremos abordar mais adiante. Coube, este ano, a Francisco Cortez organizar o que decorreu no passado dia 18 de julho de 2020, em Coruche. Sabidos os nomes que nele estiveram presentes, tocaram os alarmes e, ao juntar as pontas de um intricado novelo, ficou patente um elitista almoço, contrário à génese do que é o Benfica, e cujos participantes têm para si a assunção de direitos-naturais sobre o Benfica e, claro está, o seu controlo.
Antes deste evento ter lugar, assistimos à criação de uma elevada expectativa, para um messias que estaria para chegar. Propositada e estrategicamente posta em prática, a preparação para a entrada em cena de João N. Lopes foi durante semanas acompanhada de soundbytes como “fortíssima base de apoio, num projeto imponente”, nos termos de Adão e Silva, e teve como palco, como seria de esperar e com bastante tempo de antena, a Sporttv+.
Foi desta forma que, naquele espaço televisivo, foi continuada e reiteradamente anunciada, permeio de forte suspense, com pompa e circunstância a chegada de um presumível predestinado a assumir os destinos e a presidência do Benfica. A Sporttv +, de Joaquim Oliveira, não olhou a meios e disponibilizou, semanalmente, amplo tempo de antena.
Tudo isto, estrategicamente preparado para parecer extraído de um conto de fadas. Toda esta mediatização não mais foi do que uma forma de mascarar um cheiro a bafio que conspurca o Benfica há cerca de 30 anos. Uma história falsa que nos querem impingir, uma versão repetidamente contada, empolada e amplamente romanceada para mascarar a podridão com que nos presenteiam há décadas.
A reboque do almoço elitista, lembremo-nos que o Benfica é, e sempre foi, um Clube de origens populares, que sempre rejeitou as elites e cuja transparência das suas práticas democráticas sempre prevaleceu mesmo em contexto de regime autoritário, de Salazar.
A ORIGEM
Importa, pois, contextualizar todo o processo que adiante exporemos.
Manuel Damásio, o 1.º ensaísta de um Benfica das elites, deixou o Sport Lisboa e Benfica de rastos por meio de uma gestão profunda e reconhecidamente danosa que deixou o Benfica profundamente vulnerável a um homem que se soube aproveitar dessa vulnerabilidade estrutural do Benfica para nele entrar.
João Vale e Azevedo foi o que foi, um engenhoso autocrata. Ainda assim, se mérito há que deve ser reconhecido a João Vale e Azevedo (JVA), foi a coragem deste para ter rompido com a máfia do norte que mantinha o Benfica refém devido aos direitos televisivos, via Olivedesportos. Recorde-se, nesta altura estava-se em pleno processo de revolução e expansão do mercado de transmissão audiovisual de jogos de futebol.
A reação da Olivedesportos ao rasgar do contrato, assinado por Damásio em março de 1996, levado a efeito por JVA, não se fez esperar. Porventura, já precavendo aquilo que anos mais tarde se veio a confirmar, quando o acórdão do Tribunal da Relação veio conferir razão às pretensões do Benfica ao declarar a nulidade do contrato com a Olivedesportos, esta, rapidamente gizou e colocou em prática um meticuloso plano para recuperar e conservar o monopólio dos direitos de transmissão televisiva do 1.º escalão do futebol profissional.
A Olivedesportos foi, nunca é demais recordar, comprovadamente, desde logo, no âmbito das escutas do processo "Apito Dourado”, a cabeça e principal braço de uma organização criminosa que dominou o futebol português durante décadas com recurso a esquemas de corrupção altamente elaborados e enraizados nas estruturas de poder do futebol português.
É então que a família Oliveira, com recurso ao auxílio de meia dúzia dos mais argutos agentes ao seu serviço, resolve lançar uma ofensiva muito bem planeada para recuperar a influência sobre o Benfica, Clube sem o qual perderia o monopólio dos direitos televisivos, bem como o exercício de domínio total do futebol nacional e das respectivas estruturas de decisão.
Os mais destacados agentes escolhidos pela família Oliveira para materializar o insidioso plano, meticulosamente desenhado, foram, por diversas e estruturais razões, três pessoas da máxima confiança de Joaquim Oliveira. Tendo sido eles, Luís Filipe Vieira, Luís Seara Cardoso e Tinoco de Faria.
O objectivo primordial passava, pois, por estes recuperarem os direitos de transmissão televisiva das partidas de futebol do Benfica para a Olivedesportos, com quem JVA havia rompido.
Recorde-se que Luís Filipe Vieira e Luís Seara Cardoso tinham histórico de grande proximidade ao poder corrupto do norte. Ainda recordar Tinoco de Faria, representante da RTP/Olivedesportos na disputa com o Benfica sobre direitos televisivos, cuja ética se comprovaria deficitária, mais tarde, no caso do conflito de interesses entre Benfica e TBZ, das quais era simultaneamente representante. Eram os homens indicados para interpretar e materializarem os interesses dos irmãos Oliveira no Benfica.
Acontece que cedo perceberam, juntamente com Vítor Santos e outros nomes que compunham o outro lobby interessado no Poder do Benfica, o lobby do betão, que Luís Filipe Vieira, por variadíssimas razões, não teria capacidade para destronar JVA em eleições, pelo que, em consonância com o lobby do betão, havia que encontrar uma solução de bypass. Isto é, encontrar alguém com mínimos de perfil que anuísse em vencer as eleições, frente a JVA, no ano 2000, para em seguida transmitir o poder ao seu principal homem de confiança, Luís Filipe Vieira.
A solução encontrada para dar início à operacionalização do plano passou, pois, por Manuel Vilarinho. Ele que já havia estado no Benfica como diretor financeiro da desastrosa direção presidida por Manuel Damásio e que se predispunha, de resto, como o próprio já assumiu publicamente, a assumir as expensas de derrotar JVA, para, uma vez conquistado o poder no Benfica, em seguida transmiti-lo a Luís Filipe Vieira.
E assim foi. Em, simultaneamente, boa hora por um lado, e má hora por outro lado, Manuel Vilarinho derrota JVA com recurso a um discurso profundamente populista, à geração de imensas e falsas expectativas junto dos associados, com recurso à promessa fácil de trazer Mário Jardel que ficou, no entanto, por cumprir integralmente.
Foi, ainda assim, e para o que para eles verdadeiramente importava, eficaz, e escancarou as portas a quem sempre obedeceu, tendo levado para dentro do Benfica, precisamente, quem estava previsto levar com ele. Recorde-se, Luís Seara Cardoso e Tinoco de Faria.
LFV, esse, entrou meses mais tarde, tendo aproveitado esse hiato para resolver algumas pendências e lançar as bases para outras dependências estruturais, após a sua entrada, como se verificou, nomeadamente, com o corredor de transferências entre o Alverca e o Benfica, e vice-versa. A fazer lembrar o protocolo de parceria que havia assinado com Damásio quando ainda era dirigente do Alverca, mas a um nível completamente diferente e lesivo para o Benfica.
Mas sobre LFV já muito foi dito e escrito, cabendo agora ao julgo popular e das autoridades avaliar tudo aquilo que foi feito. Ao dia de hoje, só se deixam enganar os atingidos por uma profunda cegueira, que confunde Vieirismo com Benfiquismo, pelo que, passemos, portanto, a elencar e desmistificar aquilo que aqui nos traz.
Em outubro de 2000, Manuel Vilarinho vence as eleições e herda um Benfica que tinha rasgado o contrato com a Olivedesportos e outro, financeiramente muito mais vantajoso, deixado acordado com a SIC, por JVA.
É então que Manuel Vilarinho, Luís Seara Cardoso, este umbilicalmente ligado ao poder corrupto, e Tinoco de Faria, resolvem, por assim dizer, devolver os direitos de transmissão televisiva dos jogos do Benfica à Olivedesportos, não obstante o acórdão do Tribunal da Relação, entretanto, ter vindo dar provimento às pretensões do Benfica na quebra unilateral de contrato com a Olivedesportos, levada a efeito por JVA.
O Benfica, recorde-se, vivia uma penúria financeira sem precedentes, JVA havia negociado um contrato financeiramente muito mais vantajoso com a SIC e, estes senhores, agentes ao serviço do poder-corrupto, resolvem devolver os direitos à Olivedesportos servindo-lhos numa autêntica salva de prata.
As questões que ficam por colocar, entre muitas outras, são:
  1. Uma vez que o Tribunal decidiu em favor das pretensões do Benfica, dando-nos razão no diferendo que nos opunha aos interesses dos Oliveira, por que razão a Direcção do Benfica não aproveitou o momento e o enquadramento legal favorável para negociar um novo contrato?
  2. Que razões presidiram à decisão de não promover novas negociações ou um concurso entre os demais agentes presentes no mercado televisivo e, considerando a dificílima conjuntura financeira do Benfica, à data, porque não consideraram entregar os direitos de transmissão televisiva à proposta financeiramente mais alta?
  3. Estando a Olivedesportos já amplamente identificada no seio do universo benfiquista como o “ grande inimigo”, que nos queria destruir, por que razão se privou o Benfica de outras valências financeiras para enfrentar o futuro, que tão doloroso foi, para se ir entregar assim, sem mais, os direitos de transmissão às mãos do inimigo, à Olivedesportos, sem apelo nem agravo?
  4. Quem foram as partes interessadas neste desfecho?
  5. Quem lucrou com tão danosa e dolosa decisão de gestão?
O Benfica, caras e caros benfiquistas, com terminante certeza, não foi!!
O Benfica foi perturbadora e vilmente prejudicado!!
Resultado?
O Benfica passou pelas maiores amarguras e dificuldades financeiras da sua história a expensas desta decisão, de entregar numa bandeja os direitos televisivos aos irmãos Oliveira. Assim, sem mais, depois do Tribunal ter decidido no sentido que permitia ao Benfica libertar-se do garrote financeiro com que se debatia aviltantemente. Resultado disto, o FC Porto, coincidentemente, conheceu a sua década de maiores conquistas desportivas, nomeadamente, no plano internacional, enquanto se passeava por entre óbvias e concedidas facilidades nas provas domésticas.
OS INTÉRPRETES
Mas… há mais. Muito mais.
Prova disso mesmo são os incontáveis registos fotográficos só possíveis de obter por via da enormíssima vaidade pessoal e tendência para a ostentação nas redes sociais de Luís Seara Cardoso.
Mas, é só isso? - Perguntar-se-ão.
Não, muito longe de ser apenas isso. Não obstante a comprovada intimidade com o poder corrupto em registo fotográfico, assim bem como artigos produzidos que consubstanciam tudo isto. Existem registos oficiais.
Por registos oficiais, entenda-se, registos, por ex., em Diário da República.
E o que nos provam esses registos? Comprovam que coincidentemente com, pelo menos, todo o 1.º mandato de Seara Cardoso como Vice-presidente do Benfica, este mesmo Luís Seara Cardoso partilhou responsabilidades societárias com Adelino Caldeira e Angelino Ferreira, já à data homens do topo da hierarquia do FC Porto, numa sociedade denominada “Clube Imobiliário o Beco, SA”.
https://benficalivre.blogspot.com/2020/08/A-Teia-do-Benfica-1.html
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2020.08.21 01:02 Magaka22 [SÉRIO] Opiniões em Primeiro Emprego

Boas,
Sou um recém licenciado em Engenharia Informática e está na altura da procura de o primeiro emprego, por isso aqui vão algumas questões para obter algumas opiniões.
Eu já recusei algumas propostas de estagio profissional devido ainda não ter acabado o curso ou por ser empresas mesmo pequenas(ex: 5 pessoas) (algo que não gosto ) . Sei qual o valor que devo ganhar e não tenho receio de recusar propostas que não me deem o valor que mereço.
  1. Qual é a vossa opiniao em relação ao estagio profissional ou graduate programs ?
  2. Será bom aproveitar um estagio profissional para entrar numa empresa maior (ex: blip, farfetch , bosch, ...)?
  3. Consideravam receber um pouco menos durante um ano para entrar numa empresa maior ou ingressar logo numa empresa pelo valor que reflete a vossa experiencia ?

Agora sobre o tema de Cibersegurança :
Cibersegurança é uma area que gosto imenso , já tenho alguma experiencia neste campo , com cadeiras na universidade , gastar o meu proprio tempo a mexer em plataformas como tryhackme ou Hackthebox e dediquei o meu projeto final do curso a esta area e vou este ano letivo frequentar o mestrado de CiberSegurança , portanto:
  1. Qual é o paronama do norte em recrutamento nesta area ?
  2. Faço bem participar no mestrado de cibersegurança ?
  3. Penso que esta area é um pouco mais "restrito" para entrar , como é que um junior pode fazer ?
  4. Será que nesta area vale a pena um estagio/ intern ?
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2020.08.12 02:31 GuilhermeSPD Mourão: Entre Churchill e Pétain.

Mourão: Entre Churchill e Pétain.

Da esquerda para direita: Philippe Pétain, Hamilton Mourão e Winston Churchill.
A história militar, não só brasileira mas também mundial está repleta de exemplos de traidores nacionais saídos das fileiras de suas forças armadas. No Brasil, temos os casos de Luiz Carlos Prestes e Carlos Lamarca, dois oficiais do Exército Brasileiro que preferiram aderir aos interesses revolucionários de nações comunistas internacionais (sendo a maior expoente, na época, a União Soviética), abandonando as fileiras das forças de defesa dos países que juraram proteger com a própria vida se preciso fosse.
Hoje sabemos que existe no mundo um consórcio maligno formado por forças globalistas e meta-capitalistas, unidas a um partido comunista que domina há 70 anos com mão de ferro e total controle social a maior nação asiática. Está cada vez mais claro que este consórcio tem como um de seus principais objetivos a supressão de todos nossos direitos mais essenciais, especialmente a liberdade de pensamento e expressão, o direito de ir e vir, e os direitos religiosos.
Ao analisar este cenário geopolítico atual é impossível não fazer um paralelo com o mundo do final da década de 30 do século passado, que se encontrava sob uma ameaça tão terrível quanto a que estamos vivendo hoje. Naqueles tempos, o mundo assistia assombrado um partido totalitário de cunho nacional-socialista dominar a nação mais bem-sucedida da Europa e espalhar a opressão e o terror entre a sua própria população, enquanto começava a estender suas garras sobre os países vizinhos.
Após Hitler invadir e anexar aos seus domínios a Áustria e os Sudetos (região da extinta Tchecoeslováquia), os povos dos demais países europeus atingiram um nível de preocupação e tensão elevadíssimo, mas ainda assim, nenhuma nação ousou reagir aos crimes cometidos pelo regime nazista. Este fato nos remete à displicência das nações mundiais diante dos absurdos cometidos pelo regime ditatorial da nação oriental que atualmente avança sobre o mundo. Pois é, qualquer semelhança não é mera coincidência.
Naquele momento, a reação do mundo livre tardou, mas finalmente aconteceu. Após a invasão de mais um país, desta vez a Polônia, o regime nazista recebeu a declaração de guerra por parte do Reino Unido e da França, enquanto os demais países europeus insistiam em uma neutralidade desconfiada. O fato é que a Alemanha nazista havia se transformado em uma gigantesca máquina de guerra, com sua fama alimentada por um bem elaborado plano de propaganda que incluía produções audiovisuais de um certo grau de qualidade, algo até então inédito.
Neste contexto, as demais nações se sentiam acuadas, intimidadas perante a auto aclamada superioridade nazista, e assim sendo, preferiram assumir uma postura de neutralidade acreditando que estariam livres dos tentáculos da máquina de guerra germânica. Um erro crasso. E causa espanto que ainda hoje certas nações ao redor do mundo ainda optem por este tipo de ação perante um regime ditatorial que está de pé e a cada dia que passa dá amostras de não ter limites para seu apetite de dominação.
Voltando à Segunda Guerra Mundial, a essa altura oficialmente declarada, o início dos combates foi extremamente desolador para as nações aliadas. As tropas britânicas sofreram grandes derrotas, e só não foram completamente deflagradas graças ao episódio conhecido como “o milagre de Dunquerque”. Para quem tiver interesse em saber mais sobre este momento crucial da guerra recomendo o excelente filme “Dunquerque” de Christopher Nolan.
A situação da França foi ainda mais desoladora, com os alemães invadindo o território francês e impondo uma derrota avassaladora, além de termos de rendição humilhantes. Neles ficou definido que o país seria repartido e o regime nazista dominaria 2/3 dos territórios franceses enquanto o terço mais ao sul ficaria sob domínio de uma administração fantoche com sede na cidade de Vichy.
Esse arranjo só foi possível graças a complacência de alguns figurões da política francesa, liderados por uma das personagens que fazem parte da trinca de militares que estão sendo analisadas neste artigo, seu nome era Henri Philippe Benoni Omer Joseph Pétain, ou somente Marechal Pétain. Pétain foi um herói na Primeira Guerra Mundial, tendo sido decisivo nas batalhas finais ocorridas em solo francês e que fizeram a balança pender a favor da tríplice aliança. Por sua atuação ficou conhecido como o Leão de Verdun.
Hoje seu nome é sinônimo de infâmia, traição e colaboracionismo com o inimigo. O marechal foi designado chefe de estado da França com a missão de obter um acordo de paz com os invasores nazistas, o que fez com muito gosto. Pétain ficou tão satisfeito com o jugo nazista sobre seu povo que impôs ao estado fantoche francês leis antissemitas ainda mais terríveis do que as que a própria Alemanha havia criado.
Até a liberação da França pelas forças aliadas em 1944, estima-se que o regime do traidor Pétain tenha deportado cerca de 75 mil judeus para campos de concentração nazistas, de onde menos de 2 mil conseguiram sair com vida. Ao fim da guerra, o chefe de estado foi julgado e condenado à pena de morte por seus crimes, tendo sua pena substituída por prisão perpétua devido a sua idade avançada e sua condição de herói da primeira guerra. Entretanto, os demais condenados por colaborar com o inimigo não tiveram a mesma sorte que o marechal e pagaram com a vida pelos crimes cometidos.
Enquanto a França lidou a maior parte da guerra com a desonra e humilhação de ter os alemães dominando seu país por meio de suas tropas ou de seus fantoches, o Reino Unido adotou uma postura completamente oposta. Após o episódio de Dunquerque, o Reino Unido se viu na obrigação de reestruturar suas defesas contra os nazistas, que por sua vez pretendiam usar o território do norte francês, que devido à sua proximidade ao território britânico, seria a base avançada no objetivo de invadir a ilha.
Recém-nomeado primeiro-ministro britânico, um pouco antes da batalha de Dunquerque, Sir Winston Leonard Spencer-Churchill, outro de nossas três personagens, decidiu então direcionar todos os esforços nacionais para organizar as forças armadas e a população do Reino Unido a resistir aos ataques nazistas e em seguida conseguir derrotar o poderoso inimigo.
É curioso que Churchill tenha sido alçado ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, uma vez que, poucos meses antes do início oficial da guerra, o ex-tenente coronel fora chamado de belicista, radical e extremista por políticos e a parte liberal (leia-se esquerdista) da imprensa britânica. Na verdade, hoje sabemos que Churchill foi um dos únicos a perceber e denunciar a ameaça que representava os projetos de domínio global da Alemanha Nazista na época. Mais uma vez, podemos fazer um paralelo com o momento que vivemos atualmente.
Hoje, toda voz que se levanta para denunciar os planos de dominação mundial do regime ditatorial comunista que vem da Ásia, é acusado de extremista, racista, fascista e todo tipo de “ista” possível. Quando não, é um paranóico, adepto de teorias da conspiração. Churchill hoje seria considerado um louco, belicista e paranóico? Certamente que sim. Como diz o guru dos comunistas, Marx: A história se repete, primeiro como tragédia e depois como farsa.
Mas como diz a sabedoria popular, Deus escreve certo por linhas tortas. O homem que fora tão insultado dentro do seu próprio país foi o responsável por tirá-lo da beira da dominação nazista. A custa de muito “sangue, sofrimento, lágrimas e suor”, liderou a reviravolta nos campos de batalhas que levariam as nações aliadas a destruir o III Reich e restaurar a liberdade na maior parte dos países europeus, salvo aqueles que a partir de então passariam a ser assediados pelo leviatã soviético. Mas isso é assunto para outro texto.
Churchill já era um homem aclamado em seu país, também era um herói de guerra e possuía uma ficha de brilhantes serviços prestados a sua nação. Com seus feitos históricos liderando os países livres na Segunda Guerra Mundial alcançou um status de herói nacional. Uma verdadeira lenda em todo o mundo. Em 2002, em votação promovida pela BBC, foi eleito o maior britânico de todos os tempos.
Diferente de seu colega Pétain, que foi da glória a infâmia, Churchill foi um homem que soube entender o zeitgeist da primeira metade do século XX e ainda hoje é uma referência para os amantes da liberdade e patriotas em todas as partes do mundo.
Por isso, para surpresa de zero pessoas, começamos a ver movimentos como o realizado pelo presidente globalista francês Emmanuel Macron, que fez um esforço para reabilitar o nome de Pétain em 2018, ano em que se comemorou os 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Por este fato, o atual presidente francês sofreu duras críticas dentro do próprio país.
E mais recentemente, vimos neste ano de 2020, grupos antifas querendo derrubar uma estátua de Churchill em Londres. Sim, ele mesmo. O homem que livrou a Europa do nazismo e do fascimo se tornou alvo dos terroristas que vestem camisas pretas e levantam os punhos.
Então, com toda esta história recente, recheada de exemplos de figuras militares e estadistas que optaram por caminhos diametralmente opostos nos momentos em que suas pátrias mais necessitaram, nos causa estranheza ao ver um general do Exército Brasileiro e atual vice-presidente da república como o senhor Antônio Hamilton Martins Mourão, vir a público por diversas vezes defender interesses de empresas de telecomunicações que, além de estrangeiras, também se encontram em posição de subordinação ao partido que comanda o seu país de origem.
Mourão também é possuidor de uma extensa ficha de serviços prestados a pátria e detentor de grande prestígio junto a população desde que passou a ter uma voz alinhada aos anseios da população em oposição aos governos petistas que assolaram o Brasil de 2002 até 2016. Com suas falas críticas em relação as sandices petistas, o nome do general ganhou apelo político a ponto de ter se tornado o vice-presidente na chapa patriota comandada por Bolsonaro.
Não restam dúvidas que Mourão teve um passado glorioso como militar, assim como os mencionados Pétain e Churchill. A grande questão é: Mourão, como liderança política, vai optar por ser um traidor ou herói? Como general de 4 estrelas das forças terrestres, podemos cogitar que o vice-presidente tenha estudado a biografia dos grandes líderes militares das maiores potências mundiais.
E se Mourão conhece a história dos mandatários francês e britânico devemos nos preocupar quando o próprio exalta a gigante da tecnologia oriental? Ainda mais quando esta mesma empresa é acusada de roubo de informações e espionagem pelas principais agências de inteligência do mundo? E por qual motivo Mourão está tão envolvido neste assunto sendo que não é a ele que cabe as decisões nesta área de telecomunicações?
O fato é que, aos brasileiros comuns sem altos cargos públicos e acesso a informações sensíveis à nação, nos causa muito espanto ver um Mourão completamente a vontade em defender as vantagens da empresa do país do dragão e considerar a participação desta fundamental nos leilões da quinta geração de comunicações, em detrimento das outras concorrentes, sobre as quais o vice-presidente não dá sequer uma palavra de incentivo.
Estaria o general da reserva atuando como lobista desta empresa? Ou seria ele um profundo conhecedor das estratégias de contrainformação contidas na obra “A Arte da Guerra”, do chinês Sun Tzu, e estaria então fazendo o famoso jogo de cena? Por via das dúvidas deixaria aqui uma sugestão ao Sr. Hamilton Mourão: Releia as biografias de Pétain e Churchill, e não escolha o exemplo errado a seguir.
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2020.08.12 02:03 GuilhermeSPD Mourão: Entre Churchill e Pétain.

Mourão: Entre Churchill e Pétain.

Da esquerda para direita: Philippe Pétain, Hamilton Mourão e Winston Churchill.
A história militar, não só brasileira mas também mundial está repleta de exemplos de traidores nacionais saídos das fileiras de suas forças armadas. No Brasil, temos os casos de Luiz Carlos Prestes e Carlos Lamarca, dois oficiais do Exército Brasileiro que preferiram aderir aos interesses revolucionários de nações comunistas internacionais (sendo a maior expoente, na época, a União Soviética), abandonando as fileiras das forças de defesa dos países que juraram proteger com a própria vida se preciso fosse.
Hoje sabemos que existe no mundo um consórcio maligno formado por forças globalistas e meta-capitalistas, unidas a um partido comunista que domina há 70 anos com mão de ferro e total controle social a maior nação asiática. Está cada vez mais claro que este consórcio tem como um de seus principais objetivos a supressão de todos nossos direitos mais essenciais, especialmente a liberdade de pensamento e expressão, o direito de ir e vir, e os direitos religiosos.
Ao analisar este cenário geopolítico atual é impossível não fazer um paralelo com o mundo do final da década de 30 do século passado, que se encontrava sob uma ameaça tão terrível quanto a que estamos vivendo hoje. Naqueles tempos, o mundo assistia assombrado um partido totalitário de cunho nacional-socialista dominar a nação mais bem-sucedida da Europa e espalhar a opressão e o terror entre a sua própria população, enquanto começava a estender suas garras sobre os países vizinhos.
Após Hitler invadir e anexar aos seus domínios a Áustria e os Sudetos (região da extinta Tchecoeslováquia), os povos dos demais países europeus atingiram um nível de preocupação e tensão elevadíssimo, mas ainda assim, nenhuma nação ousou reagir aos crimes cometidos pelo regime nazista. Este fato nos remete à displicência das nações mundiais diante dos absurdos cometidos pelo regime ditatorial da nação oriental que atualmente avança sobre o mundo. Pois é, qualquer semelhança não é mera coincidência.
Naquele momento, a reação do mundo livre tardou, mas finalmente aconteceu. Após a invasão de mais um país, desta vez a Polônia, o regime nazista recebeu a declaração de guerra por parte do Reino Unido e da França, enquanto os demais países europeus insistiam em uma neutralidade desconfiada. O fato é que a Alemanha nazista havia se transformado em uma gigantesca máquina de guerra, com sua fama alimentada por um bem elaborado plano de propaganda que incluía produções audiovisuais de um certo grau de qualidade, algo até então inédito.
Neste contexto, as demais nações se sentiam acuadas, intimidadas perante a auto aclamada superioridade nazista, e assim sendo, preferiram assumir uma postura de neutralidade acreditando que estariam livres dos tentáculos da máquina de guerra germânica. Um erro crasso. E causa espanto que ainda hoje certas nações ao redor do mundo ainda optem por este tipo de ação perante um regime ditatorial que está de pé e a cada dia que passa dá amostras de não ter limites para seu apetite de dominação.
Voltando à Segunda Guerra Mundial, a essa altura oficialmente declarada, o início dos combates foi extremamente desolador para as nações aliadas. As tropas britânicas sofreram grandes derrotas, e só não foram completamente deflagradas graças ao episódio conhecido como “o milagre de Dunquerque”. Para quem tiver interesse em saber mais sobre este momento crucial da guerra recomendo o excelente filme “Dunquerque” de Christopher Nolan.
A situação da França foi ainda mais desoladora, com os alemães invadindo o território francês e impondo uma derrota avassaladora, além de termos de rendição humilhantes. Neles ficou definido que o país seria repartido e o regime nazista dominaria 2/3 dos territórios franceses enquanto o terço mais ao sul ficaria sob domínio de uma administração fantoche com sede na cidade de Vichy.
Esse arranjo só foi possível graças a complacência de alguns figurões da política francesa, liderados por uma das personagens que fazem parte da trinca de militares que estão sendo analisadas neste artigo, seu nome era Henri Philippe Benoni Omer Joseph Pétain, ou somente Marechal Pétain. Pétain foi um herói na Primeira Guerra Mundial, tendo sido decisivo nas batalhas finais ocorridas em solo francês e que fizeram a balança pender a favor da tríplice aliança. Por sua atuação ficou conhecido como o Leão de Verdun.
Hoje seu nome é sinônimo de infâmia, traição e colaboracionismo com o inimigo. O marechal foi designado chefe de estado da França com a missão de obter um acordo de paz com os invasores nazistas, o que fez com muito gosto. Pétain ficou tão satisfeito com o jugo nazista sobre seu povo que impôs ao estado fantoche francês leis antissemitas ainda mais terríveis do que as que a própria Alemanha havia criado.
Até a liberação da França pelas forças aliadas em 1944, estima-se que o regime do traidor Pétain tenha deportado cerca de 75 mil judeus para campos de concentração nazistas, de onde menos de 2 mil conseguiram sair com vida. Ao fim da guerra, o chefe de estado foi julgado e condenado à pena de morte por seus crimes, tendo sua pena substituída por prisão perpétua devido a sua idade avançada e sua condição de herói da primeira guerra. Entretanto, os demais condenados por colaborar com o inimigo não tiveram a mesma sorte que o marechal e pagaram com a vida pelos crimes cometidos.
Enquanto a França lidou a maior parte da guerra com a desonra e humilhação de ter os alemães dominando seu país por meio de suas tropas ou de seus fantoches, o Reino Unido adotou uma postura completamente oposta. Após o episódio de Dunquerque, o Reino Unido se viu na obrigação de reestruturar suas defesas contra os nazistas, que por sua vez pretendiam usar o território do norte francês, que devido à sua proximidade ao território britânico, seria a base avançada no objetivo de invadir a ilha.
Recém-nomeado primeiro-ministro britânico, um pouco antes da batalha de Dunquerque, Sir Winston Leonard Spencer-Churchill, outro de nossas três personagens, decidiu então direcionar todos os esforços nacionais para organizar as forças armadas e a população do Reino Unido a resistir aos ataques nazistas e em seguida conseguir derrotar o poderoso inimigo.
É curioso que Churchill tenha sido alçado ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, uma vez que, poucos meses antes do início oficial da guerra, o ex-tenente coronel fora chamado de belicista, radical e extremista por políticos e a parte liberal (leia-se esquerdista) da imprensa britânica. Na verdade, hoje sabemos que Churchill foi um dos únicos a perceber e denunciar a ameaça que representava os projetos de domínio global da Alemanha Nazista na época. Mais uma vez, podemos fazer um paralelo com o momento que vivemos atualmente.
Hoje, toda voz que se levanta para denunciar os planos de dominação mundial do regime ditatorial comunista que vem da Ásia, é acusado de extremista, racista, fascista e todo tipo de “ista” possível. Quando não, é um paranóico, adepto de teorias da conspiração. Churchill hoje seria considerado um louco, belicista e paranóico? Certamente que sim. Como diz o guru dos comunistas, Marx: A história se repete, primeiro como tragédia e depois como farsa.
Mas como diz a sabedoria popular, Deus escreve certo por linhas tortas. O homem que fora tão insultado dentro do seu próprio país foi o responsável por tirá-lo da beira da dominação nazista. A custa de muito “sangue, sofrimento, lágrimas e suor”, liderou a reviravolta nos campos de batalhas que levariam as nações aliadas a destruir o III Reich e restaurar a liberdade na maior parte dos países europeus, salvo aqueles que a partir de então passariam a ser assediados pelo leviatã soviético. Mas isso é assunto para outro texto.
Churchill já era um homem aclamado em seu país, também era um herói de guerra e possuía uma ficha de brilhantes serviços prestados a sua nação. Com seus feitos históricos liderando os países livres na Segunda Guerra Mundial alcançou um status de herói nacional. Uma verdadeira lenda em todo o mundo. Em 2002, em votação promovida pela BBC, foi eleito o maior britânico de todos os tempos.
Diferente de seu colega Pétain, que foi da glória a infâmia, Churchill foi um homem que soube entender o zeitgeist da primeira metade do século XX e ainda hoje é uma referência para os amantes da liberdade e patriotas em todas as partes do mundo.
Por isso, para surpresa de zero pessoas, começamos a ver movimentos como o realizado pelo presidente globalista francês Emmanuel Macron, que fez um esforço para reabilitar o nome de Pétain em 2018, ano em que se comemorou os 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Por este fato, o atual presidente francês sofreu duras críticas dentro do próprio país.
E mais recentemente, vimos neste ano de 2020, grupos antifas querendo derrubar uma estátua de Churchill em Londres. Sim, ele mesmo. O homem que livrou a Europa do nazismo e do fascimo se tornou alvo dos terroristas que vestem camisas pretas e levantam os punhos.
Então, com toda esta história recente, recheada de exemplos de figuras militares e estadistas que optaram por caminhos diametralmente opostos nos momentos em que suas pátrias mais necessitaram, nos causa estranheza ao ver um general do Exército Brasileiro e atual vice-presidente da república como o senhor Antônio Hamilton Martins Mourão, vir a público por diversas vezes defender interesses de empresas de telecomunicações que, além de estrangeiras, também se encontram em posição de subordinação ao partido que comanda o seu país de origem.
Mourão também é possuidor de uma extensa ficha de serviços prestados a pátria e detentor de grande prestígio junto a população desde que passou a ter uma voz alinhada aos anseios da população em oposição aos governos petistas que assolaram o Brasil de 2002 até 2016. Com suas falas críticas em relação as sandices petistas, o nome do general ganhou apelo político a ponto de ter se tornado o vice-presidente na chapa patriota comandada por Bolsonaro.
Não restam dúvidas que Mourão teve um passado glorioso como militar, assim como os mencionados Pétain e Churchill. A grande questão é: Mourão, como liderança política, vai optar por ser um traidor ou herói? Como general de 4 estrelas das forças terrestres, podemos cogitar que o vice-presidente tenha estudado a biografia dos grandes líderes militares das maiores potências mundiais.
E se Mourão conhece a história dos mandatários francês e britânico devemos nos preocupar quando o próprio exalta a gigante da tecnologia oriental? Ainda mais quando esta mesma empresa é acusada de roubo de informações e espionagem pelas principais agências de inteligência do mundo? E por qual motivo Mourão está tão envolvido neste assunto sendo que não é a ele que cabe as decisões nesta área de telecomunicações?
O fato é que, aos brasileiros comuns sem altos cargos públicos e acesso a informações sensíveis à nação, nos causa muito espanto ver um Mourão completamente a vontade em defender as vantagens da empresa do país do dragão e considerar a participação desta fundamental nos leilões da quinta geração de comunicações, em detrimento das outras concorrentes, sobre as quais o vice-presidente não dá sequer uma palavra de incentivo.
Estaria o general da reserva atuando como lobista desta empresa? Ou seria ele um profundo conhecedor das estratégias de contrainformação contidas na obra “A Arte da Guerra”, do chinês Sun Tzu, e estaria então fazendo o famoso jogo de cena? Por via das dúvidas deixaria aqui uma sugestão ao Sr. Hamilton Mourão: Releia as biografias de Pétain e Churchill, e não escolha o exemplo errado a seguir.
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2020.08.12 01:56 GuilhermeSPD Mourão: Entre Churchill e Pétain.


Da esquerda para direita: Philippe Pétain, Hamilton Mourão e Winston Churchill.
A história militar, não só brasileira mas também mundial está repleta de exemplos de traidores nacionais saídos das fileiras de suas forças armadas. No Brasil, temos os casos de Luiz Carlos Prestes e Carlos Lamarca, dois oficiais do Exército Brasileiro que preferiram aderir aos interesses revolucionários de nações comunistas internacionais (sendo a maior expoente, na época, a União Soviética), abandonando as fileiras das forças de defesa dos países que juraram proteger com a própria vida se preciso fosse.
Hoje sabemos que existe no mundo um consórcio maligno formado por forças globalistas e meta-capitalistas, unidas a um partido comunista que domina há 70 anos com mão de ferro e total controle social a maior nação asiática. Está cada vez mais claro que este consórcio tem como um de seus principais objetivos a supressão de todos nossos direitos mais essenciais, especialmente a liberdade de pensamento e expressão, o direito de ir e vir, e os direitos religiosos.
Ao analisar este cenário geopolítico atual é impossível não fazer um paralelo com o mundo do final da década de 30 do século passado, que se encontrava sob uma ameaça tão terrível quanto a que estamos vivendo hoje. Naqueles tempos, o mundo assistia assombrado um partido totalitário de cunho nacional-socialista dominar a nação mais bem-sucedida da Europa e espalhar a opressão e o terror entre a sua própria população, enquanto começava a estender suas garras sobre os países vizinhos.
Após Hitler invadir e anexar aos seus domínios a Áustria e os Sudetos (região da extinta Tchecoeslováquia), os povos dos demais países europeus atingiram um nível de preocupação e tensão elevadíssimo, mas ainda assim, nenhuma nação ousou reagir aos crimes cometidos pelo regime nazista. Este fato nos remete à displicência das nações mundiais diante dos absurdos cometidos pelo regime ditatorial da nação oriental que atualmente avança sobre o mundo. Pois é, qualquer semelhança não é mera coincidência.
Naquele momento, a reação do mundo livre tardou, mas finalmente aconteceu. Após a invasão de mais um país, desta vez a Polônia, o regime nazista recebeu a declaração de guerra por parte do Reino Unido e da França, enquanto os demais países europeus insistiam em uma neutralidade desconfiada. O fato é que a Alemanha nazista havia se transformado em uma gigantesca máquina de guerra, com sua fama alimentada por um bem elaborado plano de propaganda que incluía produções audiovisuais de um certo grau de qualidade, algo até então inédito.
Neste contexto, as demais nações se sentiam acuadas, intimidadas perante a auto aclamada superioridade nazista, e assim sendo, preferiram assumir uma postura de neutralidade acreditando que estariam livres dos tentáculos da máquina de guerra germânica. Um erro crasso. E causa espanto que ainda hoje certas nações ao redor do mundo ainda optem por este tipo de ação perante um regime ditatorial que está de pé e a cada dia que passa dá amostras de não ter limites para seu apetite de dominação.
Voltando à Segunda Guerra Mundial, a essa altura oficialmente declarada, o início dos combates foi extremamente desolador para as nações aliadas. As tropas britânicas sofreram grandes derrotas, e só não foram completamente deflagradas graças ao episódio conhecido como “o milagre de Dunquerque”. Para quem tiver interesse em saber mais sobre este momento crucial da guerra recomendo o excelente filme “Dunquerque” de Christopher Nolan.
A situação da França foi ainda mais desoladora, com os alemães invadindo o território francês e impondo uma derrota avassaladora, além de termos de rendição humilhantes. Neles ficou definido que o país seria repartido e o regime nazista dominaria 2/3 dos territórios franceses enquanto o terço mais ao sul ficaria sob domínio de uma administração fantoche com sede na cidade de Vichy.
Esse arranjo só foi possível graças a complacência de alguns figurões da política francesa, liderados por uma das personagens que fazem parte da trinca de militares que estão sendo analisadas neste artigo, seu nome era Henri Philippe Benoni Omer Joseph Pétain, ou somente Marechal Pétain. Pétain foi um herói na Primeira Guerra Mundial, tendo sido decisivo nas batalhas finais ocorridas em solo francês e que fizeram a balança pender a favor da tríplice aliança. Por sua atuação ficou conhecido como o Leão de Verdun.
Hoje seu nome é sinônimo de infâmia, traição e colaboracionismo com o inimigo. O marechal foi designado chefe de estado da França com a missão de obter um acordo de paz com os invasores nazistas, o que fez com muito gosto. Pétain ficou tão satisfeito com o jugo nazista sobre seu povo que impôs ao estado fantoche francês leis antissemitas ainda mais terríveis do que as que a própria Alemanha havia criado.
Até a liberação da França pelas forças aliadas em 1944, estima-se que o regime do traidor Pétain tenha deportado cerca de 75 mil judeus para campos de concentração nazistas, de onde menos de 2 mil conseguiram sair com vida. Ao fim da guerra, o chefe de estado foi julgado e condenado à pena de morte por seus crimes, tendo sua pena substituída por prisão perpétua devido a sua idade avançada e sua condição de herói da primeira guerra. Entretanto, os demais condenados por colaborar com o inimigo não tiveram a mesma sorte que o marechal e pagaram com a vida pelos crimes cometidos.
Enquanto a França lidou a maior parte da guerra com a desonra e humilhação de ter os alemães dominando seu país por meio de suas tropas ou de seus fantoches, o Reino Unido adotou uma postura completamente oposta. Após o episódio de Dunquerque, o Reino Unido se viu na obrigação de reestruturar suas defesas contra os nazistas, que por sua vez pretendiam usar o território do norte francês, que devido à sua proximidade ao território britânico, seria a base avançada no objetivo de invadir a ilha.
Recém-nomeado primeiro-ministro britânico, um pouco antes da batalha de Dunquerque, Sir Winston Leonard Spencer-Churchill, outro de nossas três personagens, decidiu então direcionar todos os esforços nacionais para organizar as forças armadas e a população do Reino Unido a resistir aos ataques nazistas e em seguida conseguir derrotar o poderoso inimigo.
É curioso que Churchill tenha sido alçado ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, uma vez que, poucos meses antes do início oficial da guerra, o ex-tenente coronel fora chamado de belicista, radical e extremista por políticos e a parte liberal (leia-se esquerdista) da imprensa britânica. Na verdade, hoje sabemos que Churchill foi um dos únicos a perceber e denunciar a ameaça que representava os projetos de domínio global da Alemanha Nazista na época. Mais uma vez, podemos fazer um paralelo com o momento que vivemos atualmente.
Hoje, toda voz que se levanta para denunciar os planos de dominação mundial do regime ditatorial comunista que vem da Ásia, é acusado de extremista, racista, fascista e todo tipo de “ista” possível. Quando não, é um paranóico, adepto de teorias da conspiração. Churchill hoje seria considerado um louco, belicista e paranóico? Certamente que sim. Como diz o guru dos comunistas, Marx: A história se repete, primeiro como tragédia e depois como farsa.
Mas como diz a sabedoria popular, Deus escreve certo por linhas tortas. O homem que fora tão insultado dentro do seu próprio país foi o responsável por tirá-lo da beira da dominação nazista. A custa de muito “sangue, sofrimento, lágrimas e suor”, liderou a reviravolta nos campos de batalhas que levariam as nações aliadas a destruir o III Reich e restaurar a liberdade na maior parte dos países europeus, salvo aqueles que a partir de então passariam a ser assediados pelo leviatã soviético. Mas isso é assunto para outro texto.
Churchill já era um homem aclamado em seu país, também era um herói de guerra e possuía uma ficha de brilhantes serviços prestados a sua nação. Com seus feitos históricos liderando os países livres na Segunda Guerra Mundial alcançou um status de herói nacional. Uma verdadeira lenda em todo o mundo. Em 2002, em votação promovida pela BBC, foi eleito o maior britânico de todos os tempos.
Diferente de seu colega Pétain, que foi da glória a infâmia, Churchill foi um homem que soube entender o zeitgeist da primeira metade do século XX e ainda hoje é uma referência para os amantes da liberdade e patriotas em todas as partes do mundo.
Por isso, para surpresa de zero pessoas, começamos a ver movimentos como o realizado pelo presidente globalista francês Emmanuel Macron, que fez um esforço para reabilitar o nome de Pétain em 2018, ano em que se comemorou os 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Por este fato, o atual presidente francês sofreu duras críticas dentro do próprio país.
E mais recentemente, vimos neste ano de 2020, grupos antifas querendo derrubar uma estátua de Churchill em Londres. Sim, ele mesmo. O homem que livrou a Europa do nazismo e do fascimo se tornou alvo dos terroristas que vestem camisas pretas e levantam os punhos.
Então, com toda esta história recente, recheada de exemplos de figuras militares e estadistas que optaram por caminhos diametralmente opostos nos momentos em que suas pátrias mais necessitaram, nos causa estranheza ao ver um general do Exército Brasileiro e atual vice-presidente da república como o senhor Antônio Hamilton Martins Mourão, vir a público por diversas vezes defender interesses de empresas de telecomunicações que, além de estrangeiras, também se encontram em posição de subordinação ao partido que comanda o seu país de origem.
Mourão também é possuidor de uma extensa ficha de serviços prestados a pátria e detentor de grande prestígio junto a população desde que passou a ter uma voz alinhada aos anseios da população em oposição aos governos petistas que assolaram o Brasil de 2002 até 2016. Com suas falas críticas em relação as sandices petistas, o nome do general ganhou apelo político a ponto de ter se tornado o vice-presidente na chapa patriota comandada por Bolsonaro.
Não restam dúvidas que Mourão teve um passado glorioso como militar, assim como os mencionados Pétain e Churchill. A grande questão é: Mourão, como liderança política, vai optar por ser um traidor ou herói? Como general de 4 estrelas das forças terrestres, podemos cogitar que o vice-presidente tenha estudado a biografia dos grandes líderes militares das maiores potências mundiais.
E se Mourão conhece a história dos mandatários francês e britânico devemos nos preocupar quando o próprio exalta a gigante da tecnologia oriental? Ainda mais quando esta mesma empresa é acusada de roubo de informações e espionagem pelas principais agências de inteligência do mundo? E por qual motivo Mourão está tão envolvido neste assunto sendo que não é a ele que cabe as decisões nesta área de telecomunicações?
O fato é que, aos brasileiros comuns sem altos cargos públicos e acesso a informações sensíveis à nação, nos causa muito espanto ver um Mourão completamente a vontade em defender as vantagens da empresa do país do dragão e considerar a participação desta fundamental nos leilões da quinta geração de comunicações, em detrimento das outras concorrentes, sobre as quais o vice-presidente não dá sequer uma palavra de incentivo.
Estaria o general da reserva atuando como lobista desta empresa? Ou seria ele um profundo conhecedor das estratégias de contrainformação contidas na obra “A Arte da Guerra”, do chinês Sun Tzu, e estaria então fazendo o famoso jogo de cena? Por via das dúvidas deixaria aqui uma sugestão ao Sr. Hamilton Mourão: Releia as biografias de Pétain e Churchill, e não escolha o exemplo errado a seguir.
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2020.08.09 03:05 YatoToshiro Fate/Gensokyo #52 Shirou Kotomine (Fate/Apocrypha)


https://preview.redd.it/ovxwfkopgvf51.png?width=5000&format=png&auto=webp&s=83b98371b848b680cc72b2b47a7b64d4d575743d
​O verdadeiro nome do Ruler é Shirou Tokisada Amakusa, O líder adolescente da Rebelião de Shimabara. Nascido no período Edo, ele era um menino de milagres que quase poderia ser chamado de santo. No entanto, como exatamente ele foi descoberto e, de fato, pelo menos uma boa metade de sua vida está envolta em mistério. Aquele que se concentrou em seus estudos desde a infância começou a fazer muitos milagres na fronteira por um tempo. Tendo curado feridas e andado sobre as águas, ele finalmente começou a ser entusiasticamente adorado como filho de Deus pelos camponeses que acreditavam em uma religião proibida. Na realidade, ele era apenas um feiticeiro. Ele não foi ensinado Magecraft, mas foi algo que veio a ele naturalmente, mas muito raramente. Seu uso de Magecraft era principalmente subconsciente, então ele nem mesmo percebeu isso. Acontece que ele nasceu com o poder de exercer os milagres chamados Magecraft, e ninguém ao seu redor jamais apontou isso, então ele era reverenciado como um menino de milagres. Talvez Mori Souiken e seus colegas tenham suprimido esses sussurros.
The Shimabara Rebellion
Os governantes da terra, o clã Matsukura, aumentaram drasticamente os impostos, causando fome e tributação excessiva ao povo. Esta ação forçou os fracos a cair em desespero, pois eram incapazes de resistir. Enquanto continuavam a ser explorados, as pessoas encontraram a salvação no Cristianismo, as palavras cheias de amor que não podiam ser derrotadas pela fome, pobreza ou desespero. No entanto, o clã Matsukura tentou tirar até isso deles. Para eles, não era mais exploração, mas assassinato. O povo foi provocado e se levantou e se revoltou. Eles temeram que seu direito de viver fosse retirado superou seu medo de morrer em batalha.
Entre eles estava Shirou, um menino na época. Ninguém sabia se sua presença era coincidência ou vontade de Deus, mas antes que alguém percebesse, Shirou os estava liderando, embora sob as instruções de vários Rōnin. Em pouco tempo, ex-vassalos de Konishi Yukinaga o tinham como líder e estabeleceram um exército rebelde contra o Xogunato Edo. Junto com os camponeses de Shimabara, que estavam sofrendo com o ambiente hostil da época, eles levantaram uma insurreição em grande escala. Sua batalha não deve ter derrota e nem vitória também. Porque ao se levantarem, eles eram perdedores e vencedores ao mesmo tempo. Tudo o que lhes restou foi o poder de se levantar, mas o próprio ato de se levantar foi um ato necessário. Eles se levantaram por causa daquilo em que acreditavam - isso em si era importante e era o que eles desejavam. Eles acreditavam que os sacrifícios seriam reduzidos ao mínimo, e mesmo que várias pessoas incluindo eles próprios se tornassem sacrifícios, o mundo não morreria, mas sim renasceria.
The Shimabara Rebellion
Os governantes da terra, o clã Matsukura, aumentaram drasticamente os impostos, causando fome e tributação excessiva ao povo. Esta ação forçou os fracos a cair em desespero, pois eram incapazes de resistir. Enquanto continuavam a ser explorados, as pessoas encontraram a salvação no Cristianismo, as palavras cheias de amor que não podiam ser derrotadas pela fome, pobreza ou desespero. No entanto, o clã Matsukura tentou tirar até isso deles. Para eles, não era mais exploração, mas assassinato. O povo foi provocado e se levantou e se revoltou. Eles temeram que seu direito de viver fosse retirado superou seu medo de morrer em batalha.
Entre eles estava Shirou, um menino na época. Ninguém sabia se sua presença era coincidência ou vontade de Deus, mas antes que alguém percebesse, Shirou os estava liderando, embora sob as instruções de vários Rōnin. Em pouco tempo, ex-vassalos de Konishi Yukinaga o tinham como líder e estabeleceram um exército rebelde contra o Xogunato Edo. Junto com os camponeses de Shimabara, que estavam sofrendo com o ambiente hostil da época, eles levantaram uma insurreição em grande escala. Sua batalha não deve ter derrota e nem vitória também. Porque ao se levantarem, eles eram perdedores e vencedores ao mesmo tempo. Tudo o que lhes restou foi o poder de se levantar, mas o próprio ato de se levantar foi um ato necessário. Eles se levantaram por causa daquilo em que acreditavam - isso em si era importante e era o que eles desejavam. Eles acreditavam que os sacrifícios seriam reduzidos ao mínimo, e mesmo que várias pessoas incluindo eles próprios se tornassem sacrifícios, o mundo não morreria, mas sim renasceria.
Bandeira do Rally de Amakusa Shirou
Shirou trouxe um milagre, a possibilidade de vitória que deveria ser impossível. Em suas próprias palavras, ele recebeu um poder miraculoso concedido por Deus porque Deus ocasionalmente exercerá malícia devido à boa vontade. Infelizmente, Shirou obteve a vitória. Todos ficaram loucos e animados com a vitória. Eles se apegaram a Shirou, que havia vencido uma batalha onde a vitória deveria ser impossível, como um filho de milagres. Aquela pureza tola deles perturbava o menino. Shirou acreditava que eles não deveriam ter vencido. Vencer não era uma opção. Ele tinha se empenhado em salvar vidas em um futuro próximo e desviou os olhos do quadro maior. Eles podem morder um gato encurralado - mas depois de ser mordido, o gato enfurecido retaliaria matando-os.
Death
Apesar de levar o levante levianamente no início, o Edo Shogunate ficou sério devido às suas forças punitivas serem derrotadas e enviou Elder Matsudaira Nobutsuna como o comandante supremo. Shirou liderou a defesa do Castelo de Hara e derrotou o mais forte dos atacantes do Shogunato em uma série de surtos defensivos coordenados. Matsudaira Nobutsuna aplicou táticas de fome ao exército revoltado que se fechara no Castelo de Hara e estimou o tempo em que ficariam sem comida e munição para iniciar sua ofensiva geral. Foi dito que 37.000 pessoas, incluindo Shirou, foram massacradas pelas forças do shogunato, com exceção de um único traidor (existem várias teorias sobre isso).
Depois que sua rebelião falhou, Shirou foi condenado à execução por decapitação. Antes de sua morte, Shirou se sentiu ingênuo e testemunhou uma cena horrível enquanto seus camaradas eram lentamente mortos. As cabeças decapitadas de idosos, homens massacrados como animais experimentais, bebês perfurados por lanças, garotas estupradas em busca de luxúria e depois jogadas fora. Ele estava convencido de que as incontáveis vidas reunidas não foram tiradas pelo inimigo, mas por ele mesmo. Shirou, sem mudar de expressão nenhuma vez, aceitou esse resultado com uma vontade de aço e isso o tornou impossível ceder e desistir. Ele apenas olhou para esta cena de ruína. Ele não revelou resignação ou tristeza e até superou a dor de seus braços desmembrados. Ele aceitou que havia perdido a responsabilidade pela morte de seus companheiros e sua morte inevitável. Mas a única coisa que ele não podia aceitar era que tudo iria desmoronar depois disso. Ele não conseguia aceitar. Depois de ter perdido tantas vidas, ele absolutamente não podia aceitar que nada seria ganho como resultado.
"Assim Deus. Me dê outra chance. Da próxima vez, não vou perder de vista o quadro geral. Vou eliminar todos os obstáculos, inimigos e adversidades no meu caminho. Da próxima vez, vou obter tudo de bom do mundo. Um mundo onde todos são felizes, todos são bons e todos são perfeitos. Vou exterminar todo o mal e criar um mundo novo e puro."
(Última oração de Shirou Tokisada Amakusa)
Fate/Grand Order
Amakusa Shirou é o mesmo indivíduo que reencarnou em "Apócrifos". Ele possui suas memórias da Terceira Guerra do Santo Graal. Sua presença é totalmente contraditória com os registros do mundo da "Grande Ordem". Ele se relaciona com Sakata Kintoki, Lu Bu e Fuuma Kotarou na Caldéia.
Amakusa Shirou Trial Quest
Shirou e Child-Gil estão lutando pela subespécie do Santo Graal.
O Demônio da Vingança uiva na Torre da Prisão Editora
Shirou é o espírito heróico que governa a "ganância" na torre da prisão.
Salomon: O Grande Templo do Tempo
Ele está entre os Servos do "Evento Especial" para ajudar a Caldéia contra o Pilar dos Deuses Demônios.
Província de Shimosa: o estágio de rios de sangue e montanhas de cadáveres
E a versão do universo alternativo dele é o Feiticeiro (妖術 師, Yōjutsu-shi?), Que está colaborando com o Limbo Caster. Ao contrário do Shirou da maioria das linhas do tempo do Destino, este ficou totalmente louco com Shimabara e se tornou um Vingador. Ele vagou por mundos paralelos bizarros antes de entrar em contato com o Deus Alienígena, a quem ele adora como Lúcifer, o Grande Satã. Em um ponto, ele fala sobre seu ódio pelo Amakusa Shirou das outras linhas do tempo, que ainda ama a humanidade e quer salvar o mundo.
Dia dos namorados 2018: ~ Os jardins de chocolate florescentes dos namorados
Shirou encontra Semiramis no final do evento, embora ela aparentemente não o reconheça.
Interlude
Deixe-nos contar uma história da salvação mundial. É o seu interlúdio. Amakusa Shirou acompanha Ritsuka Fujimaru e Mash Kyrielight para evitar que até mesmo as menores Singularidades surjam. Shirou conta seu passado para Ritsuka e Mash. Eles detectaram um Santo Graal poluído, a lama negra que escorre pode contaminar os Servos. Eles derrotaram os restos de Zouken Matou e seus insetos. Angra Mainyu surge da lama, ele pergunta quem quer o Santo Graal corrompido. Shirou os trai porque tem um objetivo e luta contra Ritsuka, Mash e Angra Mainyu. Como Shirou foi derrotado, o Santo Graal estava prestes a explodir. Shirou insiste que ele destruirá o Santo Graal porque ele foi derrotado, então ele porá um fim nisso. Quando eles retornam à Caldéia, Shirou informa ao grupo que enquanto houver um Santo Graal, ele o reivindicará. Porém, para sua surpresa, Ritsuka diz que vai parar Shirou quantas vezes forem necessárias. Ele e Ritsuka não conseguem chegar a um entendimento, mas Shirou está disposto a colocar seu próprio sonho sob o selo para que possa lutar ao lado de Ritsuka. Como punição por sua traição anterior, Ritsuka ordena que Shirou limpe seu quarto, ao qual Shirou devotaria tudo.
Outras aparições
Em Fate/strange Fake, ele é mencionado na abertura da narração de Rider. Diz-se que se a Guerra do Santo Graal existisse quando Shirou viveu, ele pode até ter sido capaz de invocar seu eu futuro mais poderoso, um ícone do heroísmo.
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2020.08.03 05:10 Prefeitura Botando a prefeitura pra trabalhar - calçamento em Vila Velha

Botando a prefeitura pra trabalhar - calçamento em Vila Velha
Cá estou de volta, como prometido.
Na postagem anterior o u/ambrofelipe havia comentado sobre uma construção que avançou sobre o calçamento, atrapalhando a passagem de pedestres. Sim, a desobstrução de vias por edificação irregular é algo que podemos requerer que seja feito! Então começando por esse caso, vamos começar a explorar o assunto:

Como solicito serviços à minha prefeitura?

"No princípio criou Deus o céu e a terra"...etc e tal e aí depois de um tempão em 1988 no Brasil saiu uma Constituição Federal que, dentre outras coisas, repartia as competências entre os entes da federação (união, estados, municípios). O municípios ficaram de cuidar do que está nos artigos 23 e 30 da constituição, basicamente - É pequenininho, dê uma lidinha que é coisa rápida e ajuda muito. Cada município tem sua própria organização, tem seu próprio site, própria legislação (ainda que harmônica com a constituição federal e constituição de seu próprio estado, mas tem). Isso é bom porquê cada município se organiza da forma que é mais conveniente, mas tem a desvantagem de que a forma de peticionar e de obter informações não é padronizada, podendo se tornar um emaranhado. Então você precisa dar uma fuçada no site da sua prefeitura para conhecer como ela funciona e com quem você deveria falar para resolver alguma coisa - Já com um protocolo de requerimento em mãos, de preferência. Não "conte com favores", oficialize seu pedido por escrito e receba um nº de protocolo.
Então em 2017 foi publicada a lei nacional de Proteção aos Direitos do Usuário de Serviços Públicos, que, junto com a Lei de Acesso à Informação, é uma ferramenta muito relevante para cobrar informações e serviços da administração pública. Essas são leis nacionais, feitas e aprovadas pela União (Congresso Nacional + sanção pelo Presidente) e aí cada esfera faz uma norma própria (ex.: decreto, por governadores nos estados e prefeitos nos municípios) para regulamentar seu funcionamento internamente àquela esfera. É por causa disso que, por exemplo, para cutucar o Estado do Goiás você consegue acessar um site da Ouvidoria que é ligado à Controladoria do Estado do Goiás, mas para chamar à ação o município de Aparecida de Goiânia, você só tem as opções e-mail, telefone e presencial. É como cada um conseguiu se regulamentar pra atender a legislação nacional.
E se eu quiser denunciar a própria prefeitura, porquê acredito que esteja acontecendo um crime?
Se você acha que tá rolando um esquema de corrupção, desvio de dinheiro, gente ganhando em cima de obra desnecessária ou malfeita, não tá chegando merenda na escola ou tá faltando coisa no hospital (por exemplo) você deverá recorrer ao Ministério Público Estadual onde fica essa prefeitura, ou o Tribunal de Contas Estadual. Estes órgãos, no geral, contam com sistemas de denúncia pela internet com opção pelo anonimato. Não poupe informações, relatos, provas, indicação de nomes de responsáveis e quem-faz-o-quê, mas seja responsável em se certificar do que está acontecendo antes de fazer sua denúncia.

Anyways, e a tal calçada de Vila Velha?

Em Vila Velha existe normatização para o calçamento, com um padrão com distância mínima e ladrilho tátil, rampas, em um programa que confere até 50% de desconto no IPTU se atendidos cumulativamente todos os requisitos, incluindo arborização. Basta implantar seguindo as orientações e requerer o abatimento conforme dita a cartilha. Esse programa tem como objetivo viabilizar com segurança o trânsito de pedestres, em especial atenção a resguardar os deficientes físicos. Esse programa é relacionado ao próprio código de edificações do município de Vila Velha, que traz uma série de obrigações relacionadas a como deve ser um imóvel para que sua construção seja autorizada.
No caso em questão, a existência de uma norma que traga determinações objetivas ao cidadão em questão para que este faça ou deixe de fazer qualquer coisa é essencial, pois estamos pedindo à administração pública que interfira diretamente no suposto exercício de direito de alguém (propriedade, no caso). Se essa norma não existisse, a administração não teria o que fazer: administração pública não lida com subjetividades do tipo "assim tá bacana/assim tá ruim". Trata de objetividades do tipo "A calçada deve ter 2,20m a partir do asfalto". Caso não houvesse lei de edificações, por exemplo, a briga seria pela aprovação de uma lei no legislativo local (Câmara de vereadores) e a normatização de sua aplicação (decreto pelo prefeito). Aí sim, depois disso, teria como brigar pela sua aplicação: administração só faz o que está na norma, e obrigar ela a fazer o que não tem norma falando a respeito é como dar uma bicicleta pra um peixe. O que acontece? nada (há!)

a dita-cuja
No relato do nosso amigo, ele se queixa de que existe uma edificação irregular que obstrui a calçada e que a prefeitura não conseguiu achar a localização. Isso é comum de acontecer, pois os funcionários da prefeitura não conhecem a cidade inteira. Se a reclamação tivesse sido feita na ouvidoria estadual, poderia ainda ter havido o redirecionamento para o município errado: Vitória tem uma mesma avenida, com uma mesma numeração, e lá tá tudo ok. Então para evitar isso, vamos provocar diretamente à prefeitura de Vila Velha e colocar o link do google maps e do google street view, para ajudar que eles localizem a ocorrência. Coloque tudo o que for de informação possivelmente útil, quanto menos coisa ficar para a imaginação da prefeitura preencher, mais garantido é o atendimento.


Ah, o bom e velho google!
O google já trouxe até o link da carta de serviços de VV com fácil acesso. É um município grandinho, então eles têm mais recursos pra um site legal.

207 serviços na carta de serviços de Vila Velha. fiu fiu.
A carta de serviços também foi instituída pela lei de proteção ao usuário de serviço público. Ela é um cardapiozinho explicativo sobre como acessar os serviços oferecidos pela prefeitura: onde pedir, quanto custa, quem pode pedir, etc. Quando tiver dúvida, recorra a ela. Se sua prefeitura não tiver, já deveria... Se alguém aí for de um município que ainda não tem carta de serviços, podemos fazer uma postagem especial sobre o caso, depois.
Não achei o assunto certo na carta de serviços, o mais próximo que havia disso era "fiscalização de obra", o que não é o caso pois essa ocupação aí já existe desde 2011 pelo menos.. Então eu fui no site da ouvidoria deles, que está acessível na própria barra de assuntos do site.

ahá!
Olhei nos serviços de ouvidoria só por curiosidade. alá o danadim. Nesse menu faltava o nome completo de algumas secretarias no título e os serviços correspondentes não haviam sido preenchidos, o que pode atrapalhar a busca por outros serviços. Inconveniente, mas não é o fim do mundo.

Tela de \"Novo Registro\". No canto superior direito, icone pra app. Não baixei, alguém aí se habilita?


Registrando a reclamação. O prazo é de 30 dias prorrogáveis por mais 30, segundo lei. Layout simples e agradável. Top.

Qual o problema, onde é o problema, dados/mapa/street view e o que eu quero que seja feito. Agora é só salvar e continuar!
É fácil! você pegou o protocolo?
Sim, eu teria obtido um nº de protocolo para acompanhar o atendimento e me certificar que fosse cumprido. Mas eu decidi não concretizar a denúncia por um motivo muito simples: Nesse período de agora tá todo mundo meio fodido, fodido e meio, e eu não sei a situação dos moradores dessa casa impor a eles essa despesa nesse momento. Essa construção já está aí a pelo menos 9 anos segundo o histórico do google street view, alguns meses a mais de inconveniente provavelmente não causarão um grande prejuízo.
O objetivo era a divulgação sobre como acessar serviços públicos, e acredito que esse objetivo tenha sido cumprido. Nem sempre é possível (ou desejável) poupar alguém denunciado por praticar irregularidades, mas acho que essa aí não é pra hoje. Salvei os dados para, se eu lembrar, botar para andar depois da pandemia. Então vamos continuar nossa prosa, falar de outros causos aí perto de vocês, e para os próximos eu prometo procurar um que a gente vá poder acompanhar o cumprimento!
submitted by Prefeitura to brasil [link] [comments]


2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
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2020.07.23 10:07 diplohora Bruno Rezende : mesu estudos para o CACD Parte II – O CACD

Parte II – O CACD
O Concurso
O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é, como o nome indica, o concurso público de entrada no cargo de diplomata do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O CACD é, há algum tempo, realizado anualmente, composto por quatro etapas e realizado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe – site: http://www.cespe.unb.br). Para poder assumir o cargo, as principais exigências, são: ser brasileiro nato e possuir diploma universitário de qualquer formação (há mais pré-requisitos, mas esses são os mais importantes). Essas exigências, entretanto, aplicam-se apenas aos aprovados, para que possam assumir o cargo. Qualquer pessoa pode, independentemente de já possuir o diploma em mãos, fazer o concurso (isso é comum a pessoas que tentam o CACD durante a universidade, por exemplo). Nesse caso, se for aprovado, o candidato deverá apresentar o diploma. Obviamente, se não o fizer, perderá a vaga.
O CACD é dividido em quatro fases, que são as seguintes:
· 1ª FASE: duas provas objetivas (com questões de Certo ou Errado e de múltipla escolha, com penalização para erros) com questões de: Português, Inglês, História Mundial, História do Brasil, Geografia, Política Internacional, Noções de Direito e de Direito Internacional Público e Noções de Economia6. De 2008 a 2010, a prova valia 80 pontos; em 2011, voltou a valer 65 pontos (o número de pontos equivale ao número de questões; questões de Certo ou Errado são compostas por quatro itens; questões de múltipla escolha têm cinco alternativas). As duas provas são realizadas no mesmo dia, normalmente um domingo, pela manhã e pela tarde. A primeira fase também é conhecida como TPS (Teste de Pré-Seleção), seu antigo nome – que, apesar de abandonado pela banca organizadora, continua no vocabulário dos cursinhos preparatórios e de muitos candidatos.
· 2ª FASE: uma prova discursiva de Português, que consiste de uma redação sobre tema geral (80-120 linhas), com valor de 60 pontos, e de duas interpretações, análises ou comentários sobre temas específicos (15-25 linhas), valendo 20 pontos cada, com valor total de 100 pontos. Para ser aprovado, o candidato precisa fazer, no mínimo, sessenta pontos na prova.
· 3ª FASE: seis provas discursivas de: Geografia, História do Brasil, Inglês, Noções de Direito e de Direito Internacional Público, Noções de Economia e Política Internacional. Essas provas, exceto Inglês, consistem de quatro questões (os números de linhas variam entre as matérias: duas questões de 90 linhas e duas de 60 linhas para as provas de Geografia, de História do Brasil e de Política Internacional; duas questões de 60 linhas e duas de 40 linhas para as provas de Direito e de Economia; uma redação em Inglês de 45 a 60 linhas, uma versão do Português para o Inglês com cerca de 150 palavras, uma tradução do Inglês para o Português com cerca de 150 palavras e um resumo de até 200 palavras de um texto de cerca de 1000 palavras7 para a prova de Inglês). Cada prova da terceira fase tem o valor de 100 pontos. Para ser aprovado na terceira fase e ter suas notas da quarta fase divulgadas, o candidato precisa somar, ao menos, 360 pontos no total das seis provas, independentemente da distribuição desses pontos em cada uma dessas provas. Se não conseguir esse limite mínimo, o candidato está, automaticamente, desclassificado
6 O termo “noções” para as provas de Direito e de Economia n~o significa, obviamente, que sejam provas fceis ou que não seja necessário estudar tanto, apenas indica que a cobrança não é tão aprofundada quanto nas demais.
· 4ª FASE: provas discursivas de Francês e de Espanhol (cada prova contém, normalmente, dez questões de interpretação de texto, cada questão valendo 5 pontos; são, normalmente, um ou dois textos para interpretação; o valor total de cada prova é de 50 pontos, somando 100 pontos as duas provas juntas). Os candidatos devem fazer as provas dos dois idiomas, não é possível escolher apenas um. Não é necessário atingir um mínimo de pontos na quarta fase, raz~o pela qual ela é chamada de “classificatória”, n~o “eliminatória”. Nos últimos concursos, entretanto, essa fase tem tido grande relevância, sendo decisiva para definir os aprovados no concurso e a classificação final no certame. Passar para a quarta fase não significa estar aprovado no concurso (afinal, há um limite de vagas). É necessário somar as notas da segunda, da terceira e da quarta fases, para obter a pontuação final do concurso e para calcular a colocação final.
Logo após a primeira fase, o Cespe libera o gabarito preliminar (cerca de dois dias após a realização da prova). Após a liberação do gabarito preliminar, os candidatos têm, normalmente, outros dois dias, para elaborar os recursos ao gabarito preliminar das questões (na última seção da Parte III, tratarei dos recursos mais detidamente). A banca examinadora do concurso leva cerca de três semanas, para, então, divulgar o gabarito definitivo e o resultado final da primeira fase do concurso. Questões anuladas têm a pontuação concedida a todos os candidatos, e questões com alteração de gabarito também têm efeito para todos os candidatos (ou seja, sua nota pode variar para cima ou para baixo entre o gabarito provisório e o gabarito final da primeira fase, de acordo com as modificações no gabarito).
É desnecessário dizer que não há como prever qual será a nota necessária à aprovação na primeira fase, uma vez que são aprovados, como regra geral, os trezentos primeiros candidatos (em caso de empate na última colocação, são convocados todos os candidatos empatados com aquela pontuação). Desse modo, antes da divulgação dos resultados finais da primeira fase, não há como ter certeza da aprovação para a próxima fase. De qualquer forma, veja a porcentagem mínima (valores arredondados da nota do 300º colocado) para aprovação na primeira fase dos últimos concursos realizados na tabela ao lado. Vale observar que, em 2007, não houve questões de Economia e de Direito na primeira fase, o que pode justificar a nota de corte mais elevada em relação aos demais anos.

Os cursinhos costumam elaborar rankings (também disponíveis em grupos como o “Instituto Rio Branco”, no Facebook, e o “Coisas da Diplomacia”, no Orkut) com as notas obtidas pelos candidatos, de acordo com o gabarito preliminar. Esses rankings, obviamente, não são precisos, e, visto que grande parte dos candidatos em condições de ir à segunda fase fica com pontuações muito próximas (no chamado “limbo”), passar ou n~o passar pode dever-se a poucos décimos (ou seja, para muitos, as mudanças no gabarito oficial fazem toda a diferença). Apesar disso, com base nesses rankings, é possível ter uma noção de como o candidato está em relação aos demais, para saber se deve estudar para a segunda fase. Isso é extremamente importante, pois o resultado oficial da primeira fase sai, normalmente, na mesma semana da prova da segunda fase. Assim, se o candidato não começar a preparar-se com antecedência, não terá tempo suficiente para fazê-lo apenas após o resultado oficial da primeira fase.
7 Os números aproximados de palavras das traduções e do texto para resumo foram baseados na prova de 2011. Nada impede que esse valor mude de um ano para o outro. Em concursos anteriores, já houve textos maiores e menores. Vide provas anteriores (todas as provas de 2003 para c est~o disponíveis no “REL UnB”: http://relunb.wordpress.com).
Os cursinhos preparatórios também costumam divulgar uma previsão de margem de erro (ex.: de x% a y%, há alguma chance; de y% a z%, há boas chances etc.). Mesmo que você não tenha feito cursinho (ou queira saber as médias dos candidatos de um cursinho que você não frequentou), basta ligar em algum deles e perguntar. Outros candidatos disponibilizam essa informação na fóruns virtuais como a comunidade “Coisas da Diplomacia” (Orkut) e o grupo “Instituto Rio Branco” (Facebook). Se vir que tem alguma chance de ser aprovado, não perca tempo e comece a estudar para a segunda fase (especialmente para a segunda fase, considero o cursinho essencial, mas digo isso apenas com base em minha experiência; cada um, é claro, deve saber o que é melhor para si, dentro de suas condições). Acho que é melhor estudar e não ser aprovado que não estudar e ser aprovado no susto, desperdiçando a oportunidade. De qualquer modo, não é conhecimento perdido. Ainda que não seja aprovado, você já adianta os estudos para a segunda fase do concurso seguinte. Há, também, alunos que, mesmo sabendo que não passaram (ou mesmo nem havendo feito o concurso), matriculam-se nos cursos intensivos, para não ter de fazer os cursos regulares, que duram vários meses.
Na primeira fase, o Cespe divulga os nomes e as pontuações apenas dos aprovados. Teoricamente, as folhas de respostas de todos os candidatos também são divulgadas. Para as fases seguintes, os respectivos resultados finais apresentam os nomes e as notas de todos os candidatos que foram aprovados para aquela fase, ainda que não tenham obtido a pontuação mínima exigida. Erro comum (principalmente de amigos e de familiares desavisados) é achar que só porque o nome do candidato saiu na relação do Cespe significa que foi aprovado naquela fase. Não é bem assim. Na segunda e na terceira fases, é necessário fazer o mínimo de 60% na nota total da respectiva fase. Além disso, o resultado final do concurso também apresenta as notas finais dos candidatos classificados, com a respectiva classificação. Ser classificado não significa ser aprovado no concurso. É necessário observar o número total de vagas oferecidas. O número de candidatos classificados é divulgado em edital (em 2011, 60 candidatos foram classificados), o que significa que, caso haja uma expansão das vagas, o número máximo de convocados será igual ao número de classificados (em 2011, houve grande expectativa em relação a isso, já que, com a iminência de aprovação de um projeto de lei que prevê a expansão das vagas para a carreira diplomática, os candidatos classificados no concurso – aqueles que não foram aprovados, mas que ficaram entre a 27ª e a 60ª colocação – poderiam ser chamados8).
Com relação à segunda fase, se você olhar os resultados dos últimos concursos, verá que uma “simples” prova de Redação pode ser muito mais complicada do que parece. Não vou me estender quanto às idiossincrasias da banca, disponíveis aos montes em vários fóruns na internet. Ressalto apenas o seguinte: não se deixe enganar, achando que Redação é algo tranquilo ou que “se n~o sou bom em Português, compenso em outras matérias”. Na segunda fase, isso n~o é possível. Muita gente boa não passa na segunda fase por um motivo que, no fim das contas, é relativamente simples. A segunda fase não é uma prova que testa toda a criatividade e a capacidade inventiva dos candidatos. Pelo contrário, é uma prova bastante técnica. Você não está fazendo uma redação para entrar em uma universidade, ocasião em que se quer provar sua capacidade de raciocínio e sua criatividade, cobrando-se narrações, fábulas ou dissertações politicamente engajadas. Trata-se de uma redação para ser admitido em um concurso público, e, como tal, a avaliação visa a verificar a capacidade de os candidatos lidarem com a modalidade culta da língua portuguesa de maneira (por falta de termo melhor) “diplomtica”. Isso envolve, entre inúmeras outras coisas, n~o usar linguagem conotativa, evitar preciosismos, ter argumentos claros e explícitos em cada parágrafo etc. Olhe as melhores respostas dos Guias de Estudos dos concursos anteriores, para ter uma noção do “estilo” de escrita preferido pela banca (todos os Guias de Estudos podem ser encontrados na pgina do Instituto Rio Branco, no site do Cespe ou no “REL UnB”9, uma página com diversos textos úteis sobre Relações Internacionais e sobre o CACD – falarei mais sobre essa página na seção de leituras recomendadas, na Parte IV).
8 Até o fechamento deste documento, não havia maiores novidades com relação a esse tema. O Projeto de Lei que cuida dessa temática é o PL 7579/2010. Atualmente (agosto/2001), o PL está em tramitação na Câmara dos Deputados.
Entre a realização da segunda fase e o início das provas da terceira fase, há um intervalo relativamente grande, de quase dois meses. Nesse período de tempo, ocorrem: correção da prova da segunda fase, divulgação dos resultados provisórios, período para interposição de recursos à correção, análise dos recursos interpostos e divulgação do resultado final da segunda fase.
Os candidatos aprovados na segunda fase (ou seja, aqueles que fizerem mais de 60 pontos de 100 na prova de Redação) passam à terceira fase, na qual são avaliados conhecimentos mais específicos nas seis provas que a compõem. A terceira fase é aplicada, normalmente, em três finais de semanas consecutivos, com uma prova no sábado e outra no domingo. Assim, esgotam-se as seis provas. A aplicação da quarta fase costuma ser concomitante à da terceira (em 2011, por exemplo, as duas provas da quarta fase foram aplicadas na tarde do último domingo de provas da terceira fase, mas isso pode variar; em 2010, por exemplo, as duas provas foram feitas em dias separados) – embora só sejam divulgadas as notas das provas da quarta fase dos candidatos que obtiverem o somatório mínimo de 360 pontos na terceira fase, como já indicado anteriormente. Em síntese, a terceira e a quarta fases são aplicadas em três finais de semana consecutivos, mas a ordem das provas costuma variar todos os anos.
O resultado final do concurso é dado pelo somatório das notas da segunda, da terceira e da quarta fases (como se pode ver, a nota da primeira fase é descartada, contando apenas como último critério de desempate, após vários outros). A seguir, veja uma tabela com as pontuações de alguns candidatos dos últimos concursos realizados. Estão discriminadas as pontuações totais dos candidatos que ficaram no 1º, no 25º, no 50º, no 75º e no 100º lugar, nos últimos seis concursos.

Dúvidas Frequentes: o concurso
- Ainda há entrevista/prova oral? Não existe mais.
- É possível passar no concurso enquanto trabalha 8h por dia? Já vi vários casos assim. É óbvio que isso deve requerer uma disciplina ainda maior, estudos ainda mais puxados etc., mas nem todo mundo que passa no CACD teve tempo de estudos integral. Casos de quem é aprovado com 6 ou 8 horas diárias de trabalho são mais frequentes do que se imagina.
- Quanto vou gastar com cursinho? É impossível fazer uma estimativa, tudo depende muito de diversos fatores, entre eles: a quantidade de matérias que você irá cursar, o cursinho que irá frequentar (há grande diferença de preços e de qualidade, não necessariamente proporcionais), o tempo gasto até a aprovação, as eventuais despesas de morar fora etc. Mesmo se alguém quiser só uma estimativa, uma margem de gastos, não tem como dar. Você pode gastar R$2.000, R$10.000, R$20.000 ou mais só com cursinho, então, infelizmente, essa informação é muito relativa.
- Vou começar a estudar do “zero”. Por onde começo? Não sei o que dizer nessa situação. Talvez, por História Mundial. Fazer uma prova de primeira fase antiga, só para ter uma noção geral do nível da prova, pode ajudar (mas também pode desanimar, e muito). Tente equilibrar as coisas: um pouco de História, Geografia e Português (que são revisões dos tempos de colégio), passe para as demais disciplinas (Economia e Direito) e acho que Política Internacional pode deixar para começar um pouco depois, já que muita coisa depende de conhecimentos de todas as outras disciplinas. Só não se esqueça de dar atenção, também, às línguas: Inglês, Francês e Espanhol têm sido essenciais. Não as despreze.
- Posso ter tatuagem? N~o h nenhuma proibiç~o. Alguns diziam: “mas eles podem implicar na hora da entrevista”. Problema resolvido, pois n~o h mais entrevista. H, apenas, exame médico e psicológico, que só impedem a posse se houver alguma doença séria que incapacite o candidato ao eficaz exercício da profissão.
- Preciso fazer Direito ou Relações Internacionais? Não. Qualquer curso superior reconhecido pelo MEC é válido. De todo modo, acho que predominam, entre os aprovados, os formados nessas áreas. Em 2011, foram 9 graduados em Direito e 7 graduados em Relações Internacionais. Apesar disso, houve, também, aprovados graduados em: Filosofia, Comunicação, Psicologia, Publicidade, Antropologia, Economia, Jornalismo, Administração e Letras – Alemão.
- Se eu tiver mais de uma graduação/especialização/mestrado/doutorado/PhD, levo vantagem no concurso? Não. Ter mais de uma graduação, especialização, mestrado, doutorado, PhD, experiência profissional, tudo isso não acrescenta nada à pontuação do candidato no concurso. A única coisa que conta para a aprovação é a nota nas provas do concurso e ponto. Não sei se existe uma estatística quanto à parcela dos aprovados que tem um adicional à formação do curso superior, mas eu, mesmo, não tenho nada além de minha graduação e não acho que isso tenha prejudicado ou dificultado em absolutamente nada minha preparação.
- No CACD, é possível escolher entre Francês OU Espanhol? Não! Francês E Espanhol. Não sei se muitos se confundem porque, há alguns anos, era diferente, mas ambas as línguas são obrigatórias na quarta fase (em 2011, as provas das duas línguas foram realizadas simultaneamente, com as questões de 1 a 10 de Espanhol e de 11 a 20 de Francês).
- Há cotas no concurso? Mais ou menos. Não há reserva de vagas para afrodescendentes, se é o que você pensou. Em 2011, o concurso passou a contar com um bônus para afrodescendentes. No momento da inscrição, os candidatos podiam declarar-se afrodescendentes. Além de convocar para a segunda fase os 300 candidatos mais bem colocados na primeira fase, os próximos 30 candidatos que se houvessem declarado afrodescendentes também foram convocados, com um total de 330 aprovados na primeira fase (mais os aprovados portadores de deficiência, mas eles têm reserva de vaga, os afrodescendentes não). Da segunda fase em diante, não houve qualquer vantagem para os candidatos afrodescendente que foram aprovados na primeira fase entre as trinta vagas adicionais, competindo de igual para igual com os demais.
- E as bolsas de estudos para afrodescendentes? Todos os anos (normalmente, no segundo semestre do ano), o Instituto Rio Branco realiza um processo seletivo para candidatos à carreira diplomática que se considerem afrodescendentes e que necessitem de ajuda financeira, para bancar os estudos (“Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia”), que d bolsa de estudos de R$25.000 aos selecionados. Maiores informações podem ser conseguidas na página do Instituto Rio Branco (http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-bprograma_de_acao_afirmativa.xml) ou no site do Cespe (página do processo de 2010: http://www.cespe.unb.bconcursos/IRBRBOLSA2010/)
Várias outras perguntas frequentes são respondidas no site do Instituto Rio Branco, no endereço: http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-bperguntas_freq%C3%BCentes.xml
Consulte, também, a “FAQ do Godinho”, indicada anteriormente e disponível no endereço:
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2020.07.17 02:07 YatoToshiro Fate/Gensokyo #43 Saber of Black (Fate/Apocrypha)


Fate/Apocrypha Fate/Grand Order
O Nome Verdadeiro do Saber é Siegfried, O Cavaleiro Sangrento ao Dragão. E o "Dragon Slayer" que derrotou o maligno dragão Fafnir com a espada sagrada Balmung na mão. Ele é um grande herói nacional da Alemanha que tem muitas representações diferentes nas várias lendas que lhe são atribuídas. Seu papel mais famoso é sua aparição introdutória no poema épico alemão da Idade Média, o "Nibelungenlied", retratado como seu personagem principal. Ele é um personagem de uma tragédia que se espalhou por toda a Europa em relação à matança de dragões e ao Rhinegold, e seu personagem se estabeleceu com o antigo épico "Nibelungenlied". No entanto, Siegfried não é realmente o personagem principal dos "Nibelungenlied". O verdadeiro personagem principal é sua esposa Kriemhild, e esse épico é a história da mais terrível vingança provocada por seu desespero e ódio.
A lenda de Siegfried surgiu no século 5 a 6 e se espalhou por muitas terras. Quase ao mesmo tempo em que o "Nibelungenlied", a história do herói Sigurd, a "saga Völsunga", surgiu. A ópera de Wagner "Der Ring des Nibelungen" é uma obra-prima que reúne essas lendas. Embora Siegfried e Sigurd possuam a mesma origem, eles são duas existências diferentes.
Legend
Siegfried nasceu príncipe de uma linhagem nobre na Holanda. Ele empunha a preciosa espada que Balmung recebeu da família Nibelungen e está em batalhas desde que era jovem, tendo enfrentado e lutado em muitas campanhas e diversas aventuras.
Após o acúmulo de finais de suas muitas aventuras, onde no processo, ele obteve a espada demoníaca Balmung e um sobretudo que faz desaparecer e esconde a figura de alguém, a façanha mais conhecida de Siegfried estava sendo coroada "Dragon Slayer", lutando contra o dragão maligno Fafnir pelo tesouro da família Nibelungen e finalmente derrotando e matando-o com sua espada sagrada. Ele então tomou banho e bebeu gotas do sangue do Tipo Dragão, e Siegfried tornou-se uma existência invulnerável ao obter um corpo invencível de sua vitória sobre Fafnir, onde ele não receberia mais uma única ferida no campo de batalha. Mas quando ele se banhou no sangue do dragão, uma única folha de tília ficou grudada em suas costas, tornando-o um ponto fraco que provocaria sua morte irrevogável.
No entanto, a maioria dessas batalhas heróicas não foi contada ... Como tal, os detalhes das aventuras de Siegfried, incluindo o derrube do dragão maligno Fafnir e a obtenção da espada demoníaca Balmung, são apenas considerados boatos pelos personagens, e foram realmente não mostrado.
Então, Siegfried ouviu rumores da bela Kriemhild, a princesa da Borgonha, e propôs a ela ... E assim, a tragédia começou.
Além das crescentes fileiras dos borgonheses, Siegfried trouxe-lhes muitas vitórias e casou-se com Kriemhild, irmã do rei da Borgonha, acessando o trono da Holanda. No entanto, uma sombra foi lançada sobre uma glória tão extravagante na época em que ele se casou com Kriemhild. Seu cunhado, o rei da Borgonha, amava uma certa mulher, a rainha da Islândia, Brünnhilde. Ele pediu a Siegfried para ajudá-lo a buscar o afeto dela e, assim, foi resolvido que o herói adotasse aquela mulher como seu procurador. Pode não ter sido um crime, mas também não era um comportamento que deveria ser elogiado e foi um pedido que acabou voltando para ele como punição.
Death
Após os truques, o rei da Borgonha conseguiu se casar com a rainha da Islândia, Brünnhilde. Devido ao conhecimento desse truque se espalhando, o herói feriu a honra e o orgulho da mulher. E ela não era uma mulher comum, mas a rainha de um país. Como resultado da satisfação dos desejos de seu cunhado, Kriemhild e a esposa de seu cunhado, Brünnhilde, entraram em conflito e feriram a honra um do outro, uma colisão entre eles se tornando inevitável. Siegfried foi encurralado em uma situação em que ele não tinha escolha a não ser morrer para impedir uma luta, e mais uma vez atendeu ao desejo de todos. Ele sempre respondeu à expectativa das pessoas, mas no final o que se desejava dele era sua própria morte. Ele pensou que seria resolvido se ele, a causa de tudo, morresse. Como resultado, ele sentiu que isso causaria um conflito terrível, então falou com Hagen, que já foi chamado de amigo e, no passado, trocou xícaras de fraternidade.
«Ah, a situação está além do meu controle. Hagen, sou invencível e, portanto, nunca fui ferido por você. Mas mesmo assim, se eu não tiver você me mata ... »
(Siegfried falando com Hagen)
Sem gastar em grau significativo o Rhinegold, Siegfried confiou ao seu melhor amigo sua única fraqueza. O homem que já foi seu amigo atendeu ao desejo do herói. Ele procurou tenazmente e descobriu o ponto fraco do herói, elaborou um plano sabendo muito bem que era um ato covarde e mirou nas costas do herói enquanto bebia água. Mesmo sabendo disso, o herói se impediu de resistir. Ele foi assassinado por um vassalo dos borgonheses que o atingiu em seu ponto fraco.
Sem deixar para trás nenhuma figura indecorosa ou estupidez, o herói morreu como um herói trágico que recebeu um ataque furtivo devido a truques. Seu ex-amigo tornou-se conhecido como um vilão raro que matou o herói através de jogo sujo. Do ponto de vista de Siegfried, era a melhor maneira de resolver o antagonismo entre Kriemhild e Brünnhilde, mas ele cometeu um erro fatal.
Siegfried havia superado todos os campos de batalha sem uma única derrota, até perder a vida na lâmina da traição que o atingiu nas costas. No final, provocou ainda mais tragédia, pelo que parece que a maldição de Rheingold entrou em vigor perfeitamente. Isso se conecta à tragédia de vingança de sua esposa Kriemhild pelo assassinato de seu marido na segunda metade do conto. Kriemhild o amava tanto que não se importava em vender sua própria alma ao diabo para se vingar da morte do marido. Seu ódio não era apontado apenas para o assassino Hagen, mas também para seu próprio irmão Gunther. E então, a própria Kriemhild, presa em seu ódio, é derrotada por um ataque cavalheiresco. Além disso, a espada que Kriemhild usou para matar Hagen era o amado Balmung de Siegfried, então há pessoas que disseram que, depois de reviravoltas, Siegfried poderia se vingar. No entanto, também é certo que Siegfried e Hagen foram amigos que compartilharam seus vinhos e sonhos.
Com ele possuindo a nobre linhagem da realeza, sendo conhecido por suas várias aventuras e contos heróicos, e tendo atingido um fim trágico, existem poucos heróis tão heróicos quanto ele. Mas é precisamente porque ele é um herói tão heróico que ele foi inconscientemente sobrecarregado por amarras. Um herói age com base nas súplicas do povo e, portanto, não deve agir sem ser solicitado. Isso ocorre porque um herói é um ser assim. Por possuírem poder esmagadoramente imenso, não devem agir por vontade própria e tentar conceder seu próprio desejo. Um herói é um ser que cumpre os desejos dos outros e nunca deve ir além disso.
Fate/Grand Order
Orleans: O Dragão Maligno Guerra dos Cem Anos
Siegfried era o protetor de Lyon quando foi convocado para a Singularidade. Ele foi derrotado e preso no castelo da cidade quando Jeanne d'Arc Alter e seus criados atacaram. Ele também foi atormentado por múltiplos amaldiçoados por Jeanne Alter.
O grupo de Ritsuka finalmente chega às ruínas de Lyon, precisando de Siegfried para matar Fafnir. Eles o encontram preso no castelo e o libertam. Ao sair do castelo, o grupo é confrontado com Jeanne Alter e Fafnir, que é incumbido de incinerar o grupo. Mash Kyrielight e Jeanne d'Arc protegem todos das chamas. Siegfried então afasta o dragão do mal, permitindo que o grupo escape.
Depois de escapar para um forte em ruínas, as feridas de Siegfried são curadas por Maria Antonieta, mas as maldições afligidas por ele impedem uma recuperação completa. Ele recorda seu papel como protetor de Lyon e sua derrota nas mãos dos servos de Jeanne Alter. Jeanne diz que eles precisarão de outro servo que possa usar os ritos de batismo para remover as maldições de Siegfried. Como ela não tem poder suficiente, o grupo decide procurar um Servo santo para remover as maldições de Siegfried, pois ele é necessário para matar Fafnir. O grupo se separou para procurar, com Siegfried indo com Ritsuka, Mash e Mozart.
Siegfried e os outros finalmente chegam a Thiers, onde encontram Elizabeth Bathòry e Kiyohime brigando. Depois de defender a cidade de um ataque inimigo, eles são forçados a lutar contra Elizabeth e Kiyohime quando Ritsuka os insulta. Depois de derrotados, Ritsuka explica a situação para eles. Kiyohime diz que conheceu Georgios antes do oeste, então Mash entra em contato com Jeanne e Marie, que foram por aquele caminho. O grupo aprende que os dois acabaram de fazer contato com Georgios. No entanto, eles perdem contato quando a cidade sob sua proteção é atacada por Jeanne Alter.
Jeanne finalmente chega a Thiers com Georgios e conta aos outros sobre o nobre sacrifício de Marie. Ela e Georgios removem as maldições de Siegfried enquanto Elizabeth e Kiyohime se juntam ao grupo. Depois de defender Thiers de outro ataque, eles partem e acampam em uma floresta próxima para se preparar para o ataque a Orleans. No dia seguinte, Siegfried diz que um ataque frontal é a única opção viável, já que o inimigo já sabe sua localização. Ele pede aos outros para protegê-lo e Ritsuka enquanto ele vai matar Fafnir.
Enquanto o grupo marcha em direção a Orleans, eles enfrentam e derrotam Atalanta. Siegfried finalmente luta com Fafnir, enquanto os outros derrotam Vlad III, Chevalier d'Eon e Carmilla. Ele então mata Fafnir com a ajuda de seus aliados. Ele fica para trás com Mozart e Georgios para lidar com os wyverns, enquanto o resto segue para o castelo para lutar contra Jeanne Alter. Depois que a era é restaurada, ele e Georgios expressam como ficaram honrados por terem lutado juntos. Antes de desaparecerem, eles percebem que não será a última vez, pois serão convocados novamente para ajudar Ritsuka.
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2020.07.15 14:27 trevor_is_right Universidades não deveriam ser vistas como "escadas" para sucesso

Eu gostaria de debater um pouco sobre esse assunto que surgiu em minha cabeça esses dias.
Na minha opinião, hoje parece existir uma obrigatoriedade de fazer faculdade após terminar o ensino médio e por isso vemos muita gente com diploma que faz serviços não qualificados, milhares de administradores(as) que fizeram a faculdade apenas para ter o diploma e hoje trabalham como secretários(as).
A partir dessa necessidade de se ter diploma, a faculdade começa a ser vista como parte da educação do cidadão, o que faz com que o nosso estado, naturalmente assistencialista, seja obrigado a prover essa educação. Isso aconteceu muito no governo da estrela vermelha que criou 18 Universidades Federais (quantas tem alguma qualidade ?), e outros governos estaduais que aumentaram muito o número de vagas em Universidades Estaduais. Isso cria um inchamento das Universidades Pública, o custo delas aumenta, a qualidade cai e são inseridos milhares de profissionais num mercado que hoje não consegue absorver tanta gente formada assim. Fora isso, graças ao sucateamento do ensino básico entram milhares de alunos que não sabem resolver uma equação de segundo grau, isso leva a uma necessidade das universidades abaixarem o nível das provas e conteúdos para diminuir a quantidade de reprovação. Vou dar um exemplo, em uma universidade estadual de SP, em 2018, em uma prova de Física I para os alunos de Engenharia, a maioria dos alunos foi mal (Notas abaixo de 5), para conter uma eventual reprovação em massa, a equipe dessa disciplina abaixou o nível das provas, de modo que as outras duas provas subsequentes estavam uma piada em comparação com a primeira. E aqui eu não estou falando de alunos cotistas e tals (nem quero entrar nesse assunto), mas de que muitos alunos, sejam de escolas públicas ou privadas, entram com falhas no ensino derivadas do abandono feito pelos governos.
Agora, na minha opinião, eu vejo as Universidades Públicas não como centro de Educação, mas como centros de tecnologia e pesquisa (Essenciais para o país), minha opinião é que as universidades deveriam prezar mais por obter alunos de qualidade, que aplicar um assistencialismo e correção das falhas de educação desses alunos, assim como é feito nos institutos militares (ITA e IME) e universidades públicas de outros países (Ex: École Polytechnique na França, Ela é paga), essa política cria profissionais altamente qualificados que muitas vezes irão desenvolver muito certas áreas do país e melhorar nossa situação, enquanto a população que queira usar universidade como "escada" de sucesso, pague pela própria educação. Fora isso, o estado deveria investir substancialmente mais em educação básica, permitir investimentos privados em universidades públicas e investir também em cursos técnicos e de capacitação, que irão garantir profissionais com conhecimentos suficientes para realizarem trabalhos como secretários, construtores, técnicos de eletricidade e etc, sem necessidade de se gastar o triplo em um alunos de universidade que irá trabalhar em nível técnico.
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2020.07.12 20:04 Foxleyy Guia geral de extração de DMT - PT/BR

Guia geral de extração de DMT - PT/BR
Hey everyone else, I've wrote this guide for brazilian people, then it's in brazilian-portuguese language, if anyone else wants to translate, share with us.
Acho necessário apontar que sou estudante de química e trabalho em um laboratório de análises ambientais, portanto, estando contido nesses meios, eu pude adquirir alguns conhecimentos relevantes às ciências exatas que me permitissem elaborar este guia geral. É importante frisar que as informações que eu vos lhes passam não são informações com verificações científicas rígidas, e sim hipóteses feitas a partir da experiência de extrações domésticas de DMT, conhecimento adquirido e informações obtidas nas literaturas disponíveis. Com isso em mente, podemos começar.
É bom se fazer de alguns conhecimentos prévios acerca de algumas ciências tais como bioquímica, química orgânica etc., para uma maior compreensão do processo a ser realizado e para um entendimento completo do que ocorre nesses processos. Será disponibilizado diversos artigos acadêmicos sobre os princípios químicos e os métodos envolvidos para a realização desta extração. A leitura destes artigos não é de suma necessidade, porém, eu acredito que, é necessário disponibilizar um arcabouço cultural para que as hipóteses contidas nesta extração sejam provadas.
Conceitos importantes
Listarei aqui alguns conceitos que acredito serem importantes para o entendimento do método e as reações descritas.
- Ácidos e Bases; - Ligações químicas; - Desprotonação e Protonação; - Interações intermoleculares; - Solventes; - Substâncias apolares e polares; - Estrutura celular; - Ruptura celular; 
1 – Qual planta usar?
A entrecasca da árvore e a casca da raiz de Mimosa Hostilis/Tenuiflora são usadas para preparar diversas misturas ritualísticas em regiões principalmente povoadas por indígenas no Brasil, as mesmas são misturadas com outras plantas da região para resultar em um coquetel indólico de ação farmacológica em animais com sistema nervoso central. Não há muitos estudos realizados que determinam quantitativamente o DMT nessas matrizes orgânicas, porém algumas literaturas disponíveis apontam que há uma maior concentração desse alcaloide nas entrecascas e nas cascas das raízes, que de fato são as partes usadas por grupos ritualísticos que preparam a bebida. Portanto, utilizaremos a casca da raiz de Mimosa, porém esta casca será processada até virar pó, aumentando sua área superficial e assim auxiliando nas reações necessárias para o processo de extração.
2 – O que fazer com a Mimosa Hostilis?
1º Passo: Com a mimosa em pó em mãos, é necessário adiciona-la à uma solução de água (a melhor opção é água ultrapura ou destilada, porém água de torneira tratada também pode ser usada) de aproximadamente 1,5L com pH ácido, entre 3-4, e cozinhar esta mistura levemente por volta de 1 hora. Bom, o DMT é produzido no retículo endoplasmático da célula da Mimosa e armazenado nos vacúolos, nesta etapa, as paredes celulares da mimosa são desintegradas e os componentes celulares são expostos à solução ácida, fazendo com o que o DMT seja convertido para a sua forma salina que é solúvel em água. Usamos aqui vinagre (5%), que é uma solução de ácido acético diluído para acidificar o meio, portanto, como usamos o ácido acético, o DMT será convertido para o sal acetato de DMT (caso fosse usado outro tipo de ácido, como por exemplo, ácido carbônico, o sal seria bicarbonato de DMT). Em meio ácido acontece a protonação do DMT e em seguida a formação deste sal, no entanto, ele não está presente em sua forma sólida e sim em sua forma dissociada com os íons solubilizados em água, isto é, ele está dissolvido na água ácida.
Reações químicas
  1. Acidificação do meio:
Imagem 1. Acidificação.
  1. Protonação do DMT:
Imagem 2. Protonação.
2.1 Formação do acetato de DMT:
Imagem 3. Acetato de DMT.
2º Passo: Filtrar a mistura cozida para separar a solução aquosa do extrato. Repetir a primeira etapa mais 2x e juntar os líquidos obtidos, deve-se obter por volta de 3 a 4 litros de uma solução escura, diminuir o conteúdo total aquecendo-o e deixando evaporar até 1 litro ou 2 litros, é importante não ferver. Isto fará com que todo o DMT extraído para a solução aquosa seja concentrado em uma quantidade menor de líquido, facilitando a extração.
3 º Passo (Opcional): Caso queira uma substância mais pura, é necessário fazer uma extração dos óleos através de solventes com baixa polaridade, portanto, opte por solventes como pentano, hexano etc. Nesta etapa, você era adicionar à solução concentrada cerca de 120mL do solvente escolhido e irá agitar bem por 2 minutos, após a agitação deixar descansando por 10 minutos e retirar o solvente que deverá ser descartado. Repetir mais 2x este processo.
3.1º Passo: Basificar a solução elevando o pH até 13 com alguma base forte ou fraca, o importante é que o meio esteja alcalino o suficiente para o DMT voltar a sua forma molecular que é solúvel em compostos de baixa polaridade.
Reação química
  1. Desprotonação do DMT:
Imagem 4. Desprotonação.
4º Passo: Após a basificação do meio, o DMT está em sua forma molecular, portanto, não está mais dissolvida na água, porém, ainda permanece na mistura, então utilizaremos de um solvente de baixa polaridade para fazer a extração do DMT. Você irá adicionar o solvente à solução aquosa e agitará bem por 2 minutos e deixará descansando até que as 2 camadas estejam completamente separadas. Deve ser feito 3 extrações, sendo as 2 primeiras com 150mL de solvente e a terceira com 200mL, todas as extrações devem ser agrupadas e irão ficar com um volume final de 400-500mL, podendo haver algumas perdas por evaporação e contenção na mistura.
5º Passo: Adicionar o volume final de solvente que foi extraído à uma travessa de vidro e levar ao freezer por 48 horas até a formação do sólido. É aconselhável que o recipiente esteja fechado com plástico filme.
Referências Bibliográficas:
ALMEIDA, Darliane Freire; ASSIS, Thais Josy Castro Freire; SILVA, Ana Ligia Pereira. Dimethyltryptamine: hallucinogenic alkaloid on the Central Nervous System. Acta Brasiliensis, [S.l.], v. 2, n. 1, p. 28-33, jan. 2018. ISSN 2526-4338. Available at: <http://revistas.ufcg.edu.bActaBra/index.php/actabra/article/view/43>. Date accessed: 12 july 2020. doi: https://doi.org/10.22571/2526-433843.
USP. QFL314-Química Orgânica Experimental. 2012. 35 Slides. Disponível em: https://edisciplinas.usp.bpluginfile.php/255018/mod\_resource/content/1/extract\_2012.pdf. Acesso em: 12 jul. 2020.
FISCHER, Dominique. Alcaloides. 2016. 80 Slides. Disponível em: https://edisciplinas.usp.bpluginfile.php/1735922/mod\_resource/content/1/Alcaloides%20%202016.pdf. Acesso em: 12 jul. 2020.
EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2020. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Extra%C3%A7%C3%A3o_l%C3%ADquido-l%C3%ADquido&oldid=57782304>. Acesso em: 12 jul. 2020.
ANDRADE, Jailson Bittencourt de; GAUJAC, Alain. Estudos sobre o psicoativo N,N-dimetiltriptamina (DMT) em Mimosa tenuiflora (Willd.) Poiret e em bebidas consumidas em contexto religioso. 2013. Disponível em: . Acesso em: 12 jul. 2020.
ASSIS, Camila M. de et al . Isolamento e avaliação da atividade biológica dos alcalóides majoritários de Tabernaemontana angulata Mart. ex Müll. Arg., Apocynaceae. Rev. bras. farmacogn., João Pessoa , v. 19, n. 2b, p. 626-631, June 2009 . Available from http://www.scielo.bscielo.php?script=sci\_arttext&pid=S0102-695X2009000400021&lng=en&nrm=iso. access on 12 July 2020. https://doi.org/10.1590/S0102-695X2009000400021.
SOUZA, Alcilene Dias de. Isolamento de Alcaloides e atividades biológicas de espécies de Lauraceae da Amazônia. 2014. 184 f. Dissertação (Mestrado em Química) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2014. Disponível em: <https://tede.ufam.edu.bhandle/tede/5469>. Acesso em: 12 jul. 2020.
EXTRAÇÃO ÁCIDO-BASE. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2019. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Extra%C3%A7%C3%A3o_%C3%A1cido-base&oldid=56243043>. Acesso em: 12 jul. 2020.
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2020.07.12 20:00 Foxleyy Guia geral de extração de DMT - PT/BR

Hey everyone else, I've wrote this guide for brazilian people, then it's in brazilian-portuguese language, if anyone else wants to translate, share with us.
Acho necessário apontar que sou estudante de química e trabalho em um laboratório de análises ambientais, portanto, estando contido nesses meios, eu pude adquirir alguns conhecimentos relevantes às ciências exatas que me permitissem elaborar este guia geral. É importante frisar que as informações que eu vos lhes passam não são informações com verificações científicas rígidas, e sim hipóteses feitas a partir da experiência de extrações domésticas de DMT, conhecimento adquirido e informações obtidas nas literaturas disponíveis. Com isso em mente, podemos começar.
É bom se fazer de alguns conhecimentos prévios acerca de algumas ciências tais como bioquímica, química orgânica etc., para uma maior compreensão do processo a ser realizado e para um entendimento completo do que ocorre nesses processos. Será disponibilizado diversos artigos acadêmicos sobre os princípios químicos e os métodos envolvidos para a realização desta extração. A leitura destes artigos não é de suma necessidade, porém, eu acredito que, é necessário disponibilizar um arcabouço cultural para que as hipóteses contidas nesta extração sejam provadas.
Conceitos importantes
Listarei aqui alguns conceitos que acredito serem importantes para o entendimento do método e as reações descritas.
- Ácidos e Bases; - Ligações químicas; - Desprotonação e Protonação; - Interações intermoleculares; - Solventes; - Substâncias apolares e polares; - Estrutura celular; - Ruptura celular; 
1 – Qual planta usar?
A entrecasca da árvore e a casca da raiz de Mimosa Hostilis/Tenuiflora são usadas para preparar diversas misturas ritualísticas em regiões principalmente povoadas por indígenas no Brasil, as mesmas são misturadas com outras plantas da região para resultar em um coquetel indólico de ação farmacológica em animais com sistema nervoso central. Não há muitos estudos realizados que determinam quantitativamente o DMT nessas matrizes orgânicas, porém algumas literaturas disponíveis apontam que há uma maior concentração desse alcaloide nas entrecascas e nas cascas das raízes, que de fato são as partes usadas por grupos ritualísticos que preparam a bebida. Portanto, utilizaremos a casca da raiz de Mimosa, porém esta casca será processada até virar pó, aumentando sua área superficial e assim auxiliando nas reações necessárias para o processo de extração.
2 – O que fazer com a Mimosa Hostilis?
1º Passo: Com a mimosa em pó em mãos, é necessário adiciona-la à uma solução de água (a melhor opção é água ultrapura ou destilada, porém água de torneira tratada também pode ser usada) de aproximadamente 1,5L com pH ácido, entre 3-4, e cozinhar esta mistura levemente por volta de 1 hora. Bom, o DMT é produzido no retículo endoplasmático da célula da Mimosa e armazenado nos vacúolos, nesta etapa, as paredes celulares da mimosa são desintegradas e os componentes celulares são expostos à solução ácida, fazendo com o que o DMT seja convertido para a sua forma salina que é solúvel em água. Usamos aqui vinagre (5%), que é uma solução de ácido acético diluído para acidificar o meio, portanto, como usamos o ácido acético, o DMT será convertido para o sal acetato de DMT (caso fosse usado outro tipo de ácido, como por exemplo, ácido carbônico, o sal seria bicarbonato de DMT). Em meio ácido acontece a protonação do DMT e em seguida a formação deste sal, no entanto, ele não está presente em sua forma sólida e sim em sua forma dissociada com os íons solubilizados em água, isto é, ele está dissolvido na água ácida.
Reações químicas
  1. Acidificação do meio:
Imagem 1. Acidificação.
  1. Protonação do DMT:
Imagem 2. Protonação.
2.1 Formação do acetato de DMT:
Imagem 3. Acetato de DMT.
2º Passo: Filtrar a mistura cozida para separar a solução aquosa do extrato. Repetir a primeira etapa mais 2x e juntar os líquidos obtidos, deve-se obter por volta de 3 a 4 litros de uma solução escura, diminuir o conteúdo total aquecendo-o e deixando evaporar até 1 litro ou 2 litros, é importante não ferver. Isto fará com que todo o DMT extraído para a solução aquosa seja concentrado em uma quantidade menor de líquido, facilitando a extração.
3 º Passo (Opcional): Caso queira uma substância mais pura, é necessário fazer uma extração dos óleos através de solventes com baixa polaridade, portanto, opte por solventes como pentano, hexano etc. Nesta etapa, você era adicionar à solução concentrada cerca de 120mL do solvente escolhido e irá agitar bem por 2 minutos, após a agitação deixar descansando por 10 minutos e retirar o solvente que deverá ser descartado. Repetir mais 2x este processo.
3.1º Passo: Basificar a solução elevando o pH até 13 com alguma base forte ou fraca, o importante é que o meio esteja alcalino o suficiente para o DMT voltar a sua forma molecular que é solúvel em compostos de baixa polaridade.
Reação química
  1. Desprotonação do DMT:
Imagem 4. Desprotonação.
4º Passo: Após a basificação do meio, o DMT está em sua forma molecular, portanto, não está mais dissolvida na água, porém, ainda permanece na mistura, então utilizaremos de um solvente de baixa polaridade para fazer a extração do DMT. Você irá adicionar o solvente à solução aquosa e agitará bem por 2 minutos e deixará descansando até que as 2 camadas estejam completamente separadas. Deve ser feito 3 extrações, sendo as 2 primeiras com 150mL de solvente e a terceira com 200mL, todas as extrações devem ser agrupadas e irão ficar com um volume final de 400-500mL, podendo haver algumas perdas por evaporação e contenção na mistura.
5º Passo: Adicionar o volume final de solvente que foi extraído à uma travessa de vidro e levar ao freezer por 48 horas até a formação do sólido. É aconselhável que o recipiente esteja fechado com plástico filme.
Referências Bibliográficas:
ALMEIDA, Darliane Freire; ASSIS, Thais Josy Castro Freire; SILVA, Ana Ligia Pereira. Dimethyltryptamine: hallucinogenic alkaloid on the Central Nervous System. Acta Brasiliensis, [S.l.], v. 2, n. 1, p. 28-33, jan. 2018. ISSN 2526-4338. Available at: <http://revistas.ufcg.edu.bActaBra/index.php/actabra/article/view/43>. Date accessed: 12 july 2020. doi: https://doi.org/10.22571/2526-433843.
USP. QFL314-Química Orgânica Experimental. 2012. 35 Slides. Disponível em: https://edisciplinas.usp.bpluginfile.php/255018/mod\_resource/content/1/extract\_2012.pdf. Acesso em: 12 jul. 2020.
FISCHER, Dominique. Alcaloides. 2016. 80 Slides. Disponível em: https://edisciplinas.usp.bpluginfile.php/1735922/mod\_resource/content/1/Alcaloides%20%202016.pdf. Acesso em: 12 jul. 2020.
EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2020. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Extra%C3%A7%C3%A3o_l%C3%ADquido-l%C3%ADquido&oldid=57782304>. Acesso em: 12 jul. 2020.
ANDRADE, Jailson Bittencourt de; GAUJAC, Alain. Estudos sobre o psicoativo N,N-dimetiltriptamina (DMT) em Mimosa tenuiflora (Willd.) Poiret e em bebidas consumidas em contexto religioso. 2013. Disponível em: . Acesso em: 12 jul. 2020.
ASSIS, Camila M. de et al . Isolamento e avaliação da atividade biológica dos alcalóides majoritários de Tabernaemontana angulata Mart. ex Müll. Arg., Apocynaceae. Rev. bras. farmacogn., João Pessoa , v. 19, n. 2b, p. 626-631, June 2009 . Available from http://www.scielo.bscielo.php?script=sci\_arttext&pid=S0102-695X2009000400021&lng=en&nrm=iso. access on 12 July 2020. https://doi.org/10.1590/S0102-695X2009000400021.
SOUZA, Alcilene Dias de. Isolamento de Alcaloides e atividades biológicas de espécies de Lauraceae da Amazônia. 2014. 184 f. Dissertação (Mestrado em Química) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2014. Disponível em: <https://tede.ufam.edu.bhandle/tede/5469>. Acesso em: 12 jul. 2020.
EXTRAÇÃO ÁCIDO-BASE. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2019. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Extra%C3%A7%C3%A3o_%C3%A1cido-base&oldid=56243043>. Acesso em: 12 jul. 2020.
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2020.06.30 21:32 electric_junk Mentir o currículo é prática corriqueira no país da carteirada

O caso do futuro-ex-ministro da educação não é o primeiro, e muito provavelmente nem será o último caso de pessoas inflamando seus egos por currículos falsos.

Este artigo publicado na Gazeta do Povo ontem traz um bom resumo (e me poupou o trabalho de procurar um por um) de quando mentiras iguais ou similares foram contadas por outros políticos e até membros do STF. Temos aí casos com Dilma Rousseff, Manuela D'Ávila, Ricardo Salles, Marcelo Crivella etc etc.

Há casos em que a mentira é até próxima da verdade, como o caso da ex-presidente Dilma, a qual afirmava ter mestrado e doutorado pela Unicamp, porém sem nunca ter defendido a tese. Aí há uma questão que talvez mau entendimento pelo público em geral. Em minha experiência como aluno de pós-graduação, o que vejo é que fazer curso qualquer um faz. Dá trabalho e, dependendo do curso, você até perde noites sem dormir. Mas fazer a tese é bem mais difícil. Os cursos passam como requisito mínimo. Propor um tema e desenvolver uma tese -- fazer pesquisa -- esse é o verdadeiro mérito de um doutorado.

Há também os casos em que a mentira é totalmente deslavada, como no caso do prefeito Marcelo Crivella, o qual afirmava ser doutor pela Universidade de Petrória, mas só usou a universidade para revalidar o diploma na África do Sul.

Enfim, a prática obviamente não se restringe à classe política. Em pesquisa da DNA Outplacement, foi dito que 75% dos brasileiros mentem em seu currículo.

Mas tudo isso é esperado no país da carteirada; no país em que médico se acha Deus e juiz tem certeza que o é. Onde um bacharel em direito exige que o chame de "doutor". Ainda se tem prática antiga em que qualquer indivíduo formado era "doutor" -- prática de um sistema educacional excludente, e de um país onde os direitos não são tão iguais assim. Paulinho da Viola já cantou a pedra anos atrás. Em sua música Quatorze Anos, ele canta:

Tinha eu quatorze anos de idade
Quando meu pai me chamou
Perguntou-me se eu queria
Estudar filosofia, medicina ou engenharia
Tinha eu de ser doutor
(...)
Ele então me aconselhou
Sambista não tem valor
Nessa terra de doutor
E, seu doutor, o meu pai tinha razão.

PS: Era pra ser um "pensamento de chuveiro", mas pelo visto essa flair foi abolida. A flair escolhida foi "discussão", mas sintam-se à vontade para ignorar o post se quiserem.

PPS: Há ainda casos não citados no artigo, ainda mais graves, pois se tratam de plágio. Grave pois não se trata, na verdade de mentir o currículo, mas de mentir para obter o currículo e não dar o devido crédito à quem mereça. Em caso recente, o ministro Alexandre de Moraes foi acusado de plágio. Aqui vale lembrar o caso de Karl-Theodor zu Guttenberg, ex-ministro da Defesa na Alemanha, o qual renunciou por acusações de plágio em sua tese de doutorado. Em defesa do ministro brasileiro, porém, a USP o declarou inocente. Mas essa talvez seja outra discussão.
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2020.06.20 20:39 guilermer Ideias para um jogo eletrônico de ASOIAF

Olá, pessoal.
Como fã de ASOIAF e de jogos eletrônicos, fico às vezes sonhando com um game ambientado no universo de GRRM.
Sim, eu sei que tivemos alguns. Mas vamos ser sinceros: nenhum deles é lá grandes coisas.
O primeiro foi um jogo de estratégia da Cyanide (Genesis), que é, na falta de uma expressão melhor, méh. Para não dizer que não falei das flores, o jogo tem um ponto positivo: é baseado verdadeiramente na série de livros, e não na série da HBO.
Em seguida veio o jogo da Atlus. Nesse jogo você assume o papel de um guerreiro da patrulha de noite e de um sacerdote vermelho. Esse é mais legalzinho. A jogabilidade é bem ruim. Mas se você conseguir passar da primeira metade, a história até que fica interessante e capta bem o clima das primeiras temporadas da série.
Aí veio o jogo da Telltale. Esse provavelmente é o jogo mais bem avaliado que se passa no universo de GOT. Na minha opinião pessoal, entretanto, o jogo é frustrante e não vale a pena. Eu até gosto de "jogos filme", que não exigem muita habilidade no controle e o foco é maior na tomada de decisões. Mas pra mim foi muito frustrante o fato de que a maioria de suas decisões não valem absolutamente nada. Terminei não sei quantas horas de jogo da primeira e da segunda temporada pra descobrir que só umas 10 decisões que eu tomei tinham tido alguma relevância no desenrolar do jogo. Desisti e sinceramente não tenho nenhum interesse em continuar.
Tem também os jogos online para celular, que confesso que não testei e nem tenho vontade de testar, pelas críticas que ouvi sobre ser Pay to Win (expressão para jogos que você só consegue se dar bem se desembolsar dinheiro real para obter bônus)
Deixo ainda uma menção honrosa a um jogo não oficial: o mod de Crusader Kings 2. Bem, pra mim, apesar de ser apenas um mod, foi o jogo mais empolgante relacionado ao universo dos livros. O jogo é bem complexo (o que pode desanimar alguns), mas é bem legal. Por ser um mod, entratanto, às vezes eu sinto falta de uma maior imersão no universo.
Tudo isso me leva a uma questão: como seria, para vocês, um jogo condizente com a grandeza do universo de GRRM? Como seria um jogo daqueles que mesmo quem não gosta de games falaria: putz: esse eu tenho que jogar!
Vale tudo para dizer como seria esse jogo:
  1. Qual deveria ser o gênero? Uma estratégia mais pesada focado em gerenciar sua família e as alianças dela (v.g. CK 2)? Uma estratégia mais focada no combate medieval (estilo Mount e Blade e Total War)? Um RPG focado na tomada de decisões (Dragon Age é o nome mais condizente que me vem a mente, mas poderia também beber na fonte de sucessos com The Witcher, AC Odyssey, etc.)? Nesse último caso, seria possível fazer um jogo de mundo aberto?
  2. Em que época deveria se passar esse jogo? Durante os eventos do livro? Depois deles? Algum evento anterior não totalmente explorado (ex: Rebelião Blackfyre, Guerra da Conquista, etc).
  3. Em que local deveria se passar o game? Westeros ou qualquer outro lugar?
  4. Alguma produtora em mente como ideal para colocar o jogo o prática?
  5. Qualquer outro detalhe relevante que faria esse jogo ser sensacional.
Enfim, tenho muitas ideias! Mas queria saber as de vocês também! Me ajudem a sonhar! Hahahaha! Grande abraço para todos e todas!
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2020.06.01 03:50 NatanaelAntonioli O que os Anonymous fez, ou deixou de fazer?

1) Quem são os Anonymous?
Primeiro: ao contrário da Cicada - que se identifica assinando suas mensagens oficiais com uma chave PGP - o Anonymous é uma comunidade virtual descentralizada.
Ser descentralizada significa que não há um "Anonymous oficial", um "Anonymous verdadeiro" ou que existam "Anonymous falsos". Também significa que não há um processo para "se juntar ao Anonymous" que envolva passar por testes e obter aprovação de uma organização superior, e que não há um quartel general dos Anonymous no qual atividades feitas por essa comunidade são comandadas.
Qualquer um pode realizar um ato de hacktivismo e se identificar como Anonymous. Basta se chamar de Anonymous, e de preferência usar a identidade visual e jargão associados com essa comunidade (máscara e frase, principalmente).
Justamente por isso, existem centenas de atos associados ao Anonymous, como você pode ver em uma linha do tempo presente em https://en.wikipedia.org/wiki/Timeline_of_events_associated_with_Anonymous. Essa linha do tempo não é uma lista de atividades feitas por uma organização única, mas sim por pessoas que se proclamaram como parte dessa comunidade, e que provavelmente nunca tiveram relação entre si.
Grupos que fazem atos mais impactantes ganham mais notoriedade, mais reputação, e mais seguidores em seus perfis oficias. Lembre-se: esses perfis não são da Anonymous, mas sim de um grupo específico que se identifica como Anonymous.
Sendo assim, se dois grupos, clamando ser Anonymous, fizerem (a) invadir a conta do Donald Trump e deixar um link para seu perfil, e (b) invadir a conta comercial da padaria da esquina e deixar um link para seu perfil, o grupo (a) certamente será mais levado a sério do que o grupo (b), e, se continuar em atividade, poderá formar uma célula centralizada.
Existe, por exemplo, um perfil ativo desde 2012 e com 2 milhões de inscritos (https://www.youtube.com/useAnonymousWorldvoce/videos) que clama ser oficial e posta conspirações no melhor estilo canal dos amiguinhos. Esse canal poderia ser meu, ou seu, ou de qualquer um que usasse esse nome.
A criatura no céu é, na verdade, uma pipa de dementador: https://observatoriodocinema.uol.com.bfilmes/2017/03/harry-potter-jornal-relata-aparicao-de-dementador-nos-ceus-da-africa. Ter mais de 2 milhões de inscritos e se proclamar como Anonymous não te livra de ser um imbecil.
2) Sendo assim, qual grupo fez o quê ultimamente?
No dia 28 de março de 2020, uma página no Facebook com 11 milhões de seguidores intitulada Anonymous (https://www.facebook.com/anonews.co/) e associada ao site AnonymousNews (https://anewspost.com) publicou um vídeo (esse que você viu por aí: https://www.facebook.com/anonews.co/videos/285581555919237/?v=285581555919237) no qual a violência policial em Minnesota é denunciada, citando casos de abusos policiais contra a população negra. Os protestos são exaltados, e o vídeo afirma que os crimes cometidos por eles (não deixando claro exatamente a quem "eles" se referem, provavelmente o departamento policial) serão levados ao mundo.
https://preview.redd.it/fpc4bft0b7251.png?width=424&format=png&auto=webp&s=24f28ae2a013a9517c976a1df1caf4d93a1e8ed3
Dia 31, um influenciador de tecnologia afirmou que o Anonymous tirou do ar o site do departamento de polícia local (https://twitter.com/williamlegate/status/1266938876632981507).

https://preview.redd.it/rorhiev7c7251.png?width=592&format=png&auto=webp&s=54b557850c4137d913231af04ab00ebe8666e4c6
3) E cadê os documentos sobre Epstein, Trump, Michael Jackson e Princesa Diana?
Na verdade, nenhuma dessas coisas foi publicada pela primeira vez recentemente. Apesar dessa postagem (https://twitter.com/moonstargym/status/1267237023934558210) dar a entender isso, todas essas denúncias já haviam feitas no passado, e sequer tinham relação com um grupo intitulado Anonymous!
O livro que liga Epstein a várias personalidades conhecidas, por exemplo, foi descoberto em 2012 pelo jornalista Nick Bryant, e ganhou as manchetes dos jornais em 2019 (https://www.nytimes.com/2019/07/22/style/jeffrey-epstein-little-black-book.html), mesma época em que uma versão completa do livro foi publicada na internet (https://archive.org/details/jeffreyepsteinslittleblackbookunredacted/page/n31/mode/2up).
Data de envio do livro do Epstein.
Se você tiver dúvidas, basta acessar o material, usar a função CTRL+F e buscar por nomes que você viu no Twitter.

https://preview.redd.it/4pmlwkped7251.png?width=174&format=png&auto=webp&s=e36daabb20e294f75252188d83a9045c5361de03
https://preview.redd.it/tzvfilwfd7251.png?width=137&format=png&auto=webp&s=39d742253f7b31adb8bc7a17e935f994230c14c1
A versão divulgada recentemente é apenas uma transcrição dessa lista em formato de texto puro, e não contém novas informações.
As acusações de estupro contra Donald Trump também já existiam no passado. Aqui (https://legalschnauzer.blogspot.com/2019/01/donald-trump-has-paid-about-30-million.html), temos a publicação de exatamente a mesma lista que hoje foi atribuída aos Anonymous, em janeiro de 2019. O responsável pelo compilado de denúncias foi o site Wayne Madsen Report (WMR) (https://www.waynemadsenreport.com), mantido por Wayne Madsen, um autor americano e teórico da conspiração.
https://preview.redd.it/9a019yfvd7251.png?width=481&format=png&auto=webp&s=13269e755c5baee1c2c17f4ea43fd1910c1e585d
Por fim, a acusação envolvendo um assassino de aluguel que confessou ser responsável pela morte da princesa Diana foi checada pelo Snopes em junho de 2017 (https://www.snopes.com/fact-check/retired-mi5-agent-confesses-on-deathbed-i-killed-princess-diana/), que apontou que a origem da matéria foi o site Your News Wire (https://www.snopes.com/tag/yournewswire-com/), com um amplo histórico de notícias falsas, inclusive essa.
A acusação de que a morte de Avicii foi um assassinato após tentativas de expor um caso de abuso infantil é de 2018, surgiu do site Neon Nettle a partir de especulações, e é falsa, conforme análise do Snopes (https://www.snopes.com/fact-check/dj-avicii-expose-pedophile-ring/).
3.1) E os documentos do Vaticano?
De acordo com esse tweet (https://twitter.com/manelmarquez/status/1267400380704489472), a página do Vaticano foi invadida pelo Anonymous, e deixaram um link com denúncias de casos de abuso infantil.
De fato, o link está na página. Só acessar http://www.vatican.va/content/vatican/it.html.
Porém, o que ele simplesmente ignorou é que esse link é da resposta da própria Igreja a casos de abusos infantil ("chiesa" é "igreja" em italiano"), esse documento foi enviado pela própria Igreja, e isso já existia desde 2013 (http://archive.is/Vmv4H).
Já que estamos falando do site do vaticano, capturas recentes não mostram nenhum tipo de invasão: http://archive.vn/http://www.vatican.va/content/vatican/it.html e http://web.archive.org/web/20200529204115/http://www.vatican.va/content/vatican/it.html.
Um perfil brasileiro que se identifica como Anonymous postou o que intitulou um exposed do Vaticano, em https://twitter.com/anonymousdobstatus/1267528929193189378 e https://twitter.com/anonymousdobstatus/1267532085302120463. Porém, todas as informações aí presentes foram retiradas de notícias antigas, e não trazem nada de novo. São elas:
Urrutigoity (2014): http://www.ihu.unisinos.bnoticias/534505-o-curioso-caso-de-carlos-urrutigoity-parte-1
Montero (2008): https://www.twincities.com/2008/09/09/archdiocese-denies-helping-priest-to-flee-as-alleged-in-lawsuit/
Madden (2015): https://jacksondiocese.org/2015/09/statement-regarding-father-paul-madden/
Van Dael (2015): https://www.pri.org/stories/2015-10-16/fugitive-fathers-two-priests-have-been-suspended-globalpost-s-investigation
Baeza (1988): http://www.bishopaccountability.org/assign/Fernandez_Federico_ofm.htm
Tomé Ferreira (2018): https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2018/09/24/bispo-de-rio-preto-investigado-pelo-vaticano-em-denuncias-de-abusos-sexuais-deixa-cargo-ligado-a-cnbb.ghtml
Aldo di Cillo (2016): http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2016/09/ex-seminarista-da-pb-diz-ter-sofrido-assedio-sexual-de-bispo-dom-aldo.html
Antônio Sarto (2003): https://www.bishop-accountability.org/sites/Spricigo_Tarcisio/Crime.htm
4) Sendo assim, esse ocorrido acarretará em consequências reais?
Já que isso não ocorreu agora, provavelmente não - ao menos de forma série e em função disso.
O usuário médio do Twitter pode ter descoberto isso agora, mas as pessoas que investigam e tomam providências nesses casos, não. Além disso, o da princesa Diana sequer é verdadeiro.
E, por fim, nenhum grupo vazou "documentos ultra secretos e incriminadores" contra Trump no momento. Não há nenhuma ameaça sólida em jogo.
5) Devo pedir aos Anonymous que investigue o Bolsonaro, ou outra pessoa?
"Pedir aos Anonymous" tem tanto efeito quanto "pedir aos palmeirenses". Ambos não existem de forma centralizada, não compõe uma organização única, e qualquer pessoa pode se identificar como um.
Se você acha que pessoas que se identificam como Anonymous têm algum tipo de habilidade para isso, peça. Mas é mais inteligente pedir para pessoas que são capazes de realizar ataques cibernéticos, ou envolvidas com hacktivismo.
6) E o perfil no Twitter que se identifica como Anonymous atualmente?
O perfil presente em https://twitter.com/YourAnonCase, apesar de ter sido criado em 2011, não há capturas relacionadas a esse perfil no passado (http://archive.is/https://twitter.com/YourAnonCase e http://web.archive.org/web/*/https://twitter.com/YourAnonCase), o perfil só se tornou famoso hoje (https://socialblade.com/twitteuseyouranoncase/monthly), e, por isso, não tem nenhuma reputação no momento.
https://preview.redd.it/tfag8sq8h7251.png?width=589&format=png&auto=webp&s=95ad1796161c864e39bbd3f1d90a91b3bc856bf3

https://preview.redd.it/9tr3uk75h7251.png?width=502&format=png&auto=webp&s=0fdba0e65c118b48493db23775d32de1621b8f0a
https://preview.redd.it/f5vdvow5h7251.png?width=443&format=png&auto=webp&s=34b7426dff976d537b5da6be490123b48fe3c136
Já o perfil presente em https://twitter.com/OpDeathEaters é um perfil de uma operação mais séria de combate a casos de abuso infantil (inclusive envolvendo Epstein) que se identifica como Anonymous, mas cujas postagens são de 2019, e não parecem conter informações inéditas.
https://preview.redd.it/y8a61nlbh7251.png?width=605&format=png&auto=webp&s=1342eaeb967435f75008ea9ed657bd0013c98faa
E outro perfil, presente em https://twitter.com/YourAnonCentral com 2 milhões de seguidores é um perfil com mais reputação, que contém vários retweets do perfil da operação contra abuso infantil, além de mensagens questionando Trump sobre o caso Epstein. Porém, sem publicações inéditas.
https://preview.redd.it/m0no0gx1i7251.png?width=608&format=png&auto=webp&s=8ad7283f64dae70a0226922b2062f50a2e166a37
A galeria abaixo contém os tweets no qual o grupo - esse sim com reputação - mencionou Epstein. Todos eles fazem referência aos conteúdos levantados em 2019.

https://preview.redd.it/8bmzy8aul7251.png?width=618&format=png&auto=webp&s=0fcd8daf19bc091667f8d2fcd58b2442f43a0c7f
https://preview.redd.it/jnwsu2jvl7251.png?width=582&format=png&auto=webp&s=1a681b65034b7c173f1235fcc6fd84dc0251d138
https://preview.redd.it/zq1adbbxl7251.png?width=590&format=png&auto=webp&s=05cce53e9f40443d63ee60bfa895dc577dbcc82b
https://preview.redd.it/u0cthhu0m7251.png?width=570&format=png&auto=webp&s=177b827e2a9157fe53fd3d706099cf0f98a3f135
https://preview.redd.it/y75oz9k4m7251.png?width=571&format=png&auto=webp&s=d1f6abc0fe5348aeb7a68b51ec63fd15858b5228
E, aqui, momentos em que o mesmo caso foi mencionado em 29 de janeiro.
https://preview.redd.it/e7s2yer7m7251.png?width=571&format=png&auto=webp&s=719146a6b1e3fcaa74770dc9ef533f05f0e4971e
https://preview.redd.it/f7fnomx9m7251.png?width=556&format=png&auto=webp&s=713f06054ae890c1678080633b5ee2b6ca647ffc
E no dia 17 de janeiro.

https://preview.redd.it/8min7mddm7251.png?width=571&format=png&auto=webp&s=27f9f66b78041d2315e5481f51aebb14f4bf071f
Em suma: até o momento, não há novidades sobre Epstein. Apenas referências de uma célula do grupo com reputação a uma investigação feita entre 2015 e 2019.
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2020.04.26 12:58 meucat Vejo um erro de lógica no organograma estabelecido pela constituição. Como que a PF tem que ser "independente" do presida sendo que o cara que comanda a PF é nomeado e debe obedecer ordens do presidente?

Algo não está bem explicado nesta historia, e não digo apenas pelo biroliro, pois estão surgindo historias de outros presidentes como o Lula e a Dilma que também tentaram interferir e obter informações da PF, como diz o ex secretario de justiça Romeu Tuma filho
https://twitter.com/tumaoficial/status/1253885619798970369
Isto significa que sempre vai haver esta tretagem de controlar a PF pelo executivo, ja que está sob seu comando, sendo o ministro de justiça um mero gerente de departamento. Não pode querer que suas ordens sejam absolutas sobre as ordens do dono da empresa por mais promessas que tenha recebido. O Moro foi muito ingenuo quando aceitou o cargo, se pensou que em politica alguém pode prometer para toda a vida algo que ja nasce errado como é o caso da PF.
Se tanto desejam que a PF seja independente do poder executivo deveriam ter colocado ela sob o comando do Toffoli, Gilmar e toda aquela turminha, ali sim ninguém ia poder meter o bedelho.
Este texto do Reinaldo Azevedo quando ainda tinha alguns neurônios funcionando esclarece muita coisa
https://veja.abril.com.bblog/reinaldo/o-livro-bomba-tuma-jr-revela-os-detalhes-do-estado-policial-petista-partido-usa-o-governo-para-divulgar-dossies-apocrifos-e-perseguir-adversarios-caso-dos-trens-em-sp-estava-na-lista-ele-tem-documento/
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2020.04.26 10:00 Hello_Goodbye15 A Máfia da Igreja Universal e um Compilado de seus Crimes, Acusações e Denúncias

Oi!! Fiz esse texto para mostrar a máfia que é a Igreja Universal do Reino de Deus. Todas as fontes serão disponibilizadas nos links e no final da postagem. Tem um TL;DR no final também. O propósito desse texto é informar quem tá por fora dessas coisas, ok? Incentivo vocês a pesquisarem por vontade própria, caso duvidarem de alguma parte. Adianto que apenas algumas frases e parágrafos foram escritos por mim, a maioria copiei de sites de notícia confiáveis. Apenas organizei tudo num dossiê e interliguei os fatos
Por favor, leiam inteiro e vejam como as coisas se conectam.
Fiz isso porque tava sem nada pra fazer mesmo haha.
INTRODUÇÃO
  1. A Igreja Universal na década de 1980 precisava de meios de comunicação para espalhar suas propagandas. Assim, rádios e horários de TVs foram comprados para estabelecer o domínio deles. Em 1989, a IURD adquire a Rede Record por 45 milhões de dólares, passando a controlar 30 estações de rádio, dois jornais e uma revista.
  2. Em julho de 1999 foi noticiado que a Polícia Federal apurava se a Igreja Universal tinha empresas em paraísos fiscais, que estava em investigação desde 1995 na compra da Record Rio e chegaram a conclusão de que SIM, de fato, duas empresas remeteram pelo menos US$ 18 milhões de dólares para o Brasil, entre 1992 e 1994. O dinheiro entrou via Uruguai, e os dólares eram trocados por moeda brasileira. A TV Record Rio foi comprada com este dinheiro, além de emissoras de rádio e TV, imóveis e até uma aeronave. As duas empresas eram: Investholding e Cableinvest.
  3. A Investholding está registrada em Grand Cayman (Ilhas Cayman, no Caribe), enquanto a Cableinvest tem registro na ilha de Jersey (Channel Islands), no Canal da Mancha. As ilhas são paraísos fiscais do Reino Unido. As duas offshore (as subsidiárias criadas em paraísos fiscais para fugir da cobrança de impostos) enviaram dinheiro ao Brasil, por meio de operações irregulares, para a conta bancária de bispos da Universal e também de “laranjas". As remessas e recebimentos totalizam US$ 18 milhões (R$ 44,6 milhões) e comprovariam a evasão de divisas.
  4. Investholding e Cableinvest são sócias da Unimetro Empreendimentos, que a Universal usa para administrar imóveis. Portanto, os imóveis comprados pela igreja são, pelo menos em parte, pagos com dinheiro vindo de paraísos fiscais.
  5. De acordo com o Banco Central, a Investholding é também acionista da financeira Credinvest - Crédito, Financiamento e Investimento, de São Paulo - que também pertence à Igreja Universal.
  6. Investholding e a Cableinvest são acionistas indiretas de uma outra empresa da Universal, a Cremo Empreendimentos, cuja atividade, definida na Junta Comercial de São Paulo, é a de prestar "serviços auxiliares a empresas, pessoas e entidades". A Cremo funciona no mesmo local (um edifício de 12 andares na alameda Ministro Rocha Azevedo 395, Jardins, em São Paulo) da Credinvest e da Rede Família. Seus sócios diretos são o bispo João Batista Ramos (lembrem deste nome!) e a Unimetro, da qual Investholding e Cableinvest fazem parte. A empresa Cremo importou o jato (Citation 525, da Cessna) usado pelos executivos da TV Record. A transferência da aeronave para a TV Record foi feita em 1997, segundo confirma o DAC (Departamento de Aviação Civil). A transação foi registrada em cartório por R$ 2,5 milhões.
  7. Em 2005 a revista ISTOÉ foi atrás disso e concluiu o cenário**. Plot Twist:** Por trás da operação em Cayman estaria Marcelo Crivella, filho de Matilde Bezerra, irmã de Edir Macedo. Sim, o mesmo que hoje é prefeito de RJ. Óbvio que ele negou envolvimento.
PARTE 1
  1. Em 1992, o Ministério Público denunciou Edir Macedo por "delitos de charlatanismo, estelionato e lesão à crendice popular". Ele ficou preso por 15 dias, mas livrou-se das acusações e investiu na expansão da Record.
  2. Em setembro de 2011, o Ministério Público Federal denuncia Edir Macedo e mais três por evasão de divisas, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato contra fiéis para a obtenção de recursos para a IURD. João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição, e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa, foram uma quadrilha para lavar dinheiro da IURD, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de câmbio paulista, entre 1999 e 2005.
  3. Apesar de os fatos denunciados remontarem ao período entre 1999 e 2005, após a tipificação, no Brasil, do crime de lavagem de dinheiro, o que ocorreu em março de 1998, a denúncia contextualiza e explica todos os antecedentes da montagem do esquema milionário e escuso de envio de dinheiro para o exterior e a criação de empresas de fachada, cujos recursos foram empregados na aquisição de diversos meios de comunicação, usados como plataforma para arrebanhar fiéis.
  4. A denúncia demonstra que a IURD só declara ao Fisco parte do que arrecada junto aos fiéis, apesar de a Igreja ter imunidade tributária. Somente entre 2003 e 2006, a Universal declarou ter recebido pouco mais de R$ 5 bilhões em doações, mas, segundo testemunhas, esse valor pode ser bem maior
  5. Vale mencionar que, em 2007, a Polícia Federal investigou Edir e a compra da Record. Deu em nada.
PARTE 2
  1. Waldir Abrão, o ex-diretor da IURD e ex-vereador na cidade do Rio de Janeiro.
  2. Acompanhado de um advogado e testemunhas, Abrão lavrou um documento de 23 páginas no dia 18 de novembro no escritório Marzagão, Amaral e Leal Advogados Associados, de São Paulo; informando que os dízimos e doações recebidos dos fiéis eram entregues diretamente na tesouraria da IURD, que depositava na conta da Igreja apenas 10% do valor arrecadado, sendo o restante recolhido por doleiros e remetido para o Uruguai e outros paraísos fiscais. Waldir Abrão dizia ter atuado como laranja em empréstimos feitos pela Igreja. No documento, ele contou em detalhes como entrou na Igreja nos anos 70 pelas mãos do líder Edir Macedo, os métodos de arrecadação da igreja e a suposta falsificação de sua assinatura em inúmeros documentos. O Diretor da Igreja Universal do Reino de Deus entre 1981 e 1986 e vereador do Rio de Janeiro por três legislaturas, Waldir Abrão declarou ter sido usado como "laranja" - teve o nome usado sem consentimento pela igreja em 20 operações de empréstimos fictícios que trouxeram dinheiro do exterior para a aquisição de uma TV de Goiânia. Foi encontrado caído num corredor seis dias depois de ter registrado depoimento com acusações, com um ferimento na cabeça. Faleceu dois dias depois no hospital.
  3. Abrão anexou à declaração documentos que demonstram que, enquanto esteve ligado à igreja, ele realizou movimentações financeiras muito acima da sua capacidade. Por isso, foi autuado pela Receita Federal. No auto da Receita, Abrão aparece como tomador de 20 empréstimos, no valor de Cr$ 25 bilhões (aproximadamente R$ 7 milhões em valores atuais), assinados entre 1992 e 1993 com as empresas offshore Cableinvest e Investholding, sediadas nas Ilhas Cayman. Os empréstimos nunca foram pagos. Segundo Abrão, eram operações forjadas para internar dinheiro que havia saído do Brasil por meio de doleiros em operações de "dólar-cabo", um sistema clandestino de remessa de capitais.
PARTE 3
  1. Doleiros dizem que Igreja Universal enviou R$ 400 milhões ao exterior
  2. A Igreja Universal do Reino de Deus é acusada de ter enviado para o exterior cerca de R$ 5 milhões por mês entre 1995 e 2001 em remessas supostamente ilegais feitas por doleiros da casa de câmbio Diskline, o que faria o total chegar a cerca de R$ 400 milhões. A revelação foi feita por Cristina Marini, sócia da Diskline, que depôs ao Ministério Público Estadual e confirmou o que havia dito à Justiça Federal e à Promotoria da cidade de Nova York.
  3. NOVA YORK E O IURD: Justiça americana decidiu investigar a atividade da Igreja Universal nos Estados Unidos com base no pedido de cooperação internacional feito em novembro de 2009 por autoridades brasileiras. Em Nova York, eles foram investigados por suspeita de fraude e de desvio de recursos da igreja em território americano.
  4. Em 2011, o MPF pôde elucidar um dos mecanismos de remessa de doações de fiéis ao exterior, que ocorreu entre 1993 e 2005 por meio da Diskline Câmbio e Turismo Ltda, sediada em São Paulo e com filial no Rio.
  5. Em 1997, um dos sócios da Diskline diz ter estado em Nova York com o bispo Edir Macedo e este teria lhe pedido pessoalmente que estudasse outras formas de realizar operações estruturadas para remeter valores ao Exterior para que as operações tivessem “ar de legitimidade”. O bispo também teria mencionado que a Igreja pensava em abrir um banco no exterior.
  6. Entre o final de 1997 e o início de 1998, uma das sócias da Diskline assumiu a área operacional em São Paulo e recebia orientações de Alba Maria, que se apresentava como diretora do Banco de Crédito Metropolitano (posteriormente Credinvest), empresas do grupo IURD. As ordens de câmbio e de remessas para o exterior também partiam de Paulo Roberto.
  7. Segundo a denúncia, dirigidos por Edir Macedo, o presidente nacional da Igreja, João Batista, Alba e Paulo Roberto, definiram e orientaram as remessas ilícitas para as contas correntes da IURD no exterior, que receberam milhões de reais arrecadados junto aos fiéis da Igreja entre 1999 e 2005. As contas ficam em cinco bancos estrangeiros, todos localizados em Nova York.
PARTE 4
  1. Foi um escândalo de corrupção que estourou em 2006 devido à descoberta de uma quadrilha que tinha como objetivo desviar dinheiro público destinado à compra de ambulâncias.
  2. O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou dez pessoas acusadas de envolvimento com a Máfia das Sanguessugas, entre elas quatro ex-deputados federais ligados à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Segundo o MPF, a Associação Beneficente Cristã (ABC)- fundada em 1994, e ligada à Igreja Universal, elaborou um procedimento licitatório fraudulento visando a aquisição de sete ambulâncias. Ainda de acordo com o MPF, a associação apresentou informações falsas ao Ministério da Saúde e direcionou as compras à empresas ligadas à Máfia das Sanguessugas.
  3. Segundo a MPF, a entidade (ABC) informou falsamente ser dedicada à saúde, que faria milhares de atendimentos por mês, possuiria diversos profissionais da área médica, além de leitos no SUS, o que justificaria o gasto com ambulâncias.
  4. Para obter os recursos, a ABC contou com a atuação dos ex-deputados federais Wagner Salustiano, Marcos Roberto Abramo, Bispo Vandeval e João Batista Ramos da Silva, todos da bancada evangélica e ligados à Igreja Universal do Reino de Deus, que apresentaram emendas que previam recursos para a compra dos veículos para a ABC. Fundada em 1994, a ABC era apresentada no site da Igreja como entidade sem fins lucrativos tendo como parceira a IURD. Sim, o mesmo João Batista Ramos da Silva citado anteriormente diversas vezes.
  5. Mas quem caralhos é João Batista Ramos da Silva?
  6. Foi diretor-presidente da Rede Record de Televisão Ltda (1992-1996), diretor-presidente da Rede Família de Comunicação Ltda (1998- 2002), e diretor-presidente da Rede Mulher de Televisão Ltda (1992-2002). Em 2001 filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL), sendo eleito deputado federal um ano depois, com o apoio da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), da qual se tornou bispo. Durante sua legislatura envolveu-se em dois episódios de repercussão política: a apreensão de sete malas de dinheiro pela Polícia Federal (PF) no aeroporto de Brasília em 2005, e o esquema da venda superfaturada de ambulâncias (conhecido como máfia das sanguessugas), no ano de 2006.
  7. Detido no dia 11 de julho de 2005 no Aeroporto de Brasília – em um avião com destino à Goiânia –, com uma quantia superior a dez milhões de reais, informou à PF que os valores foram ofertados pelos fiéis, como dízimo, durante as comemorações dos 28 anos da IURD. No dia seguinte, 12 de julho de 2005, teve cancelada a sua filiação ao PFL. Neste mesmo ano filiou-se ao Partido Progressista (PP).
  8. O que diabos aconteceu com o Bispo João? Edir e João Batista não foram absolvidos nem condenados, uma vez que a juíza reconheceu a prescrição no caso deles.
PARTE 5
  1. O ex-bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Alfredo Paullo, 49, revelou um esquema milionário da entidade para desviar recursos para a Europa e irrigar investimentos, com suposto conhecimento de Edir Macedo; pastores da Igreja eram acionados pela cúpula da instituição para transportar, de maneira irregular, recursos arrecadados na campanha da Fogueira Santa de Israel em **Angola. "**Uma campanha [de arrecadação] da Fogueira Santa de Israel em Angola girava em torno de 13 milhões de dólares ao ano. Desse total, de cinco a seis milhões eram levados a Portugal”, denunciou Alfredo Paulo. Ao chegar em Portugal, o dinheiro era trocado, às vezes por euro ou dólares, e distribuídos para outras filiadas da Universal ou, em alguns casos, aplicado na Record na Europa.
  2. De qualquer forma, ele garante que presenciou crimes e passou a ser perseguido pela Igreja Universal desde que decidiu denunciar o esquema.“Isso se chama evasão de divisas, isso é crime. Por isso, a cúpula da Universal tenta, de todas as formas, denegrir a minha imagem, para que minhas acusações caiam em descrédito.”
  3. Ele também disse que, na Europa, a IURD se chama “Centro de Ajuda Espiritual”, ou comunidade “Pare de Sofrer”, “justamente por causa da rejeição que existe à Igreja Universal e por causa de leis desses países que estão de olho na Igreja”, disparou. Ele explica que a igreja arrecadava mais dinheiro em Angola, e o dinheiro era repassado a Portugal, porque de lá ele poderia ser levado a outros países com menos burocracia. “A minha prova sou eu”, diz ele a Folha de S. Paulo. e ressalta que o histórico das contas está no banco BCP de Portugal.
-ANGOLA
  1. Em janeiro desse ano (2020) saiu a notícia de que a Igreja Universal seria expulsa de Angola. Por que?
  2. A instituição Igreja Universal vem sofrendo diversas denúncias de irregularidades e é acusada por pastores de tentar punir “rebeldes” que denunciaram as irregularidades da Igreja à Justiça angolana.
  3. O INAR é vinculado ao Ministério da Cultura da Angola e a expulsão da Igreja com punição está prevista na lei de Liberdade Religiosa aprovada em maio do ano passado (lei 12/19). Dois processos contra a IURD foram abertos pela Procuradoria-Geral da República da Angola. Um dos processos visa apurar denúncias de atos contra a integridade de religiosos angolanos, como vasectomia forçadas. O segundo, investiga denúncias sobre envio de dinheiro ao exterior ilegalmente
-VASECTOMIA
  1. Em 2019 foi noticiado que a Igreja Universal é condenada por obrigar pastores a fazer vasectomia, fato denunciado por ex-pastores. Segundo eles, a cirurgia implicaria mais facilidade na mudança para templos em outras cidades, visto que a IURD custeia a família dos religiosos.
-PORTUGAL
  1. Em 2017, a Universal foi investigada após uma denúncia de tráfico de crianças por uma rede televisiva portuguesa chamada TVI.
  2. A reportagem, chamada “O segredo dos Deuses”, afirma que os chamados “netos” de Edir Macedo seriam crianças roubadas e levadas a um orfanato ilegal mantido pela Universal.
  3. Segundo a TVI, a Igreja mantinha um lar de adoção ilegal na década de 1990, no qual famílias pobres deixavam as crianças, sem conhecimento da Justiça. As crianças, então, eram retiradas do país e registradas como filhos biológicos de bispos e pastores da igreja.
FONTES: Uol, The Guardian, Extra, Jornal O Globo, SENADO.LEG, EXAME.ABRIL, Revista Veja, Revista Folha, JusBrasilL, HuffPost Brasil, Estadão, MPF, Observatório da Imprensa, G1 Globo, Observador.PT, ISTOÉ, DCM Diário do Centro do Mundo, Folha de Londrina, Jornal Jurid, Portugal Digital, Intervozes, Universal.com, Wikipedia e Nobordersnotations.
Obs: Todas as notícias das fontes foram vistas, verificadas e comparadas com as de outros sites por mim, todas são confiáveis.

TL;DR: A Igreja Universal é uma máfia que pratica lavagem de dinheiro desde seus primórdios com a utilização de paraísos fiscais; é comandada por um possível sociopata; recorre à queima de arquivo quando a merda é jogada no ventilador; consegue manter-se impune mesmo diante de todas as acusações; muito possivelmente faz o uso do tráfico humano.

Atualização e edit do post: Os redditors u/MarceloPires , u/Hipocrisia_estafa e u/gabriel034 Deixaram vídeos a respeito de uma ótima reportagem da Globo onde Edir Macedo ensina os pastores a pedirem dinheiro. Link: https://www.youtube.com/watch?v=vWV18gxb5ZY
Para quem se interessar no documentário da TVI, aqui está . Detalhe: o próprio ex bispo Paulo Roberto ajudou o documentário e concedeu entrevistas à reportagem.

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